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SÃO PAULO – O Ibovespa ficou no zero a zero nesta sexta-feira (19), mas conseguiu terminar a semana com ganhos de 1,37%, aos 59.098 pontos após renovar por duas vezes na semana seu maior patamar desde setembro de 2014. Apesar deste otimismo inicial, o mercado aumentou suas preocupações com o poder do governo em aprovar as medidas fiscais após o adiamento da votação da DRU por falta de quórum.
Além disso, o fato de próxima semana ser decisiva tanto aqui – com o julgamento do impeachment -, quanto no exterior – com discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen -, deixam o mercado mais apreensivo. No mercado cambial, o dólar fechou esta sessão com forte queda de 0,81% – mínima do dia -, cotado a R$ 3,2065 na compra e R$ 3,2071 na venda após acumular seis sessões seguidas de alta. Na semana, a moeda subiu 0,69%.
Apesar das duas últimas sessões mais fracas, o Ibovespa conseguiu atingir sua décima semana seguida de ganhos, acumulando alta de quase 20% no período. O índice não tinha uma sequência tão forte de alta em mais de 10 anos, com o benchmark subindo 23,9% em 11 semanas no período entre 14 de novembro de 2005 e 23 de janeiro de 2006. A última semana que o Ibovespa encerrou com queda foi no início de julho, quando ficou no patamar de 49.422 pontos. Desde então os ganhos são de quase 10 mil pontos.
Nesta sexta-feira
Nesta sexta a Bolsa teve uma sessão volátil, encerrando o dia com leve queda de 0,11%, com os bancos e as siderúrgicas amenizando as quedas, assim como a Petrobras (PETR3;PETR4). A petroleira, que passou o dia em queda após quatro dias seguidos de ganhos, amenizou as perdas, enquanto o petróleo registrou leve baixa, com o petróleo brent registrando leves perdas de 0,41%, a US$ 50,68.
No noticiário doméstico, o mercado aguarda pelas notícias da reunião de Michel Temer com líderes do Congresso em São Paulo, ministros e equipe econômica para alinhar os passos das políticas de ajuste fiscal. O objetivo do encontro é unificar discurso para evitar novos reajustes do funcionalismo público, diz a Folha, citando uma fonte do Planalto não identificada.
Na mínima do dia, o índice da bolsa brasileira chegou a cair 0,96%, seguindo o dia negativo no exterior em meio às preocupações com a Europa após a notícia de que o ex-presidente do banco Monte dei Paschi di Siena Alessandro Profumo e o executivo-chefe da instituição, Fabrizio Viola, estão sendo investigados por contabilidade falsa e fraude no mercado.
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Além disso, após a ata “dovish” do Fomc, o mercado voltou a temer pelos próximos passos do Fed após o presidente da distrital em São Francisco, John Williams, ter defendido ontem que o BC norte-americano volte a elevar os juros de curto prazo “antes cedo do que tarde”. Com o comentário, Williams junta-se a outros dirigentes do Fed que argumentam que a economia dos EUA já se fortaleceu o suficiente para lidar com custos de empréstimos mais altos. Em meio a visões desencontradas, o mercado espera agora pelas falas da chaiwoman do Fed, Janet Yellen, no simpósio de Jackson Hole a partir do dia 26.
No radar do Banco Central, destaque para a reunião do presidente Ilan Goldfajn com Affonso Celso Pastore e com um grupo de investidores. Nesta manhã, após ter elevado os leilões de swap reversos para 15 mil contratos, a autoridade monetária voltou a ofertar 10 mil papéis. Pesaram ainda as poucas indicações de novos estímulos pelo Banco Central Europeu, conforme mostrou a ata da última reunião. Com a “ampla” concordância dos diretores do BCE de que reações imediatas ao “Brexit” não deveriam alimentar especulações excessivas sobre estímulos, não há novos sinais de reforço da liquidez global, o que limita a queda do dólar a curtíssimo prazo no Brasil.
Destaques de ações
Entre os destaques de ações, ficaram as ações da Rumo (RUMO3, R$ 7,57, +6,32%) que tiveram o preço-alvo elevado pelo JPMorgan de R$ 7,00 para R$ 9,00. Os papéis de BR Malls (BRML3, R$ 12,83, +4,31%), em meio à elevação de recomendação do Credit Suisse para “outperform”. As ações da Vale (VALE3; VALE5), que registraram ganhos superiores a 1%.
As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| CIEL3 | CIELO ON | 33,92 | -2,39 | +22,22 | 157,02M |
| EMBR3 | EMBRAER ON | 14,51 | -1,76 | -51,75 | 23,25M |
| SBSP3 | SABESP ON | 29,41 | -1,57 | +56,82 | 27,57M |
| ESTC3 | ESTACIO PARTON | 17,75 | -1,39 | +31,41 | 14,04M |
| TIMP3 | TIM PART S/AON | 8,40 | -1,18 | +25,72 | 15,15M |
As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| RUMO3 | RUMO LOG ON | 7,57 | +6,32 | +21,31 | 92,15M |
| JBSS3 | JBS ON | 11,69 | +5,70 | -0,90 | 97,14M |
| BRML3 | BR MALLS PARON | 12,90 | +4,88 | +51,08 | 87,04M |
| BBAS3 | BRASIL ON | 23,20 | +2,07 | +60,92 | 200,19M |
| GOAU4 | GERDAU MET PN | 4,00 | +2,04 | +140,96 | 131,72M |
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :
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| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Vol 30d1 | Neg |
|---|---|---|---|---|---|---|
| PETR4 | PETROBRAS PN | 12,79 | -0,70 | 414,58M | 579,69M | 26.866 |
| ITUB4 | ITAUUNIBANCOPN EJ | 36,34 | -0,66 | 326,11M | 408,62M | 17.731 |
| VALE5 | VALE PNA | 16,17 | +1,32 | 203,85M | 326,47M | 16.177 |
| BBDC4 | BRADESCO PN | 29,42 | -0,57 | 200,28M | 266,70M | 19.214 |
| BBAS3 | BRASIL ON | 23,20 | +2,07 | 200,19M | 206,77M | 19.952 |
| GGBR4 | GERDAU PN | 10,28 | -0,58 | 186,97M | 138,68M | 24.033 |
| CIEL3 | CIELO ON | 33,92 | -2,39 | 157,02M | 142,32M | 12.047 |
| CCRO3 | CCR SA ON | 17,92 | -0,44 | 149,81M | 86,81M | 21.033 |
| GOAU4 | GERDAU MET PN | 4,00 | +2,04 | 131,72M | 100,93M | 12.923 |
| ABEV3 | AMBEV S/A ON | 19,85 | -0,35 | 113,66M | 226,81M | 16.583 |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)