⁠Parlamento do Líbano: Israel enfrentará resistência se tropas permanecerem no Líbano

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, disse ao jornal libanês al-Joumhouria que o Líbano não tolerará perder um metro de terra

Reuters

Membro do exército libanês observa socorristas em busca de vítimas no local de um ataque israelense a uma ponte, realizado antes da entrada em vigor de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e  Hezbollah, em Qasmiyeh, no sul do Líbano
20 de abril de 2026
REUTERS/Aziz Taher
Membro do exército libanês observa socorristas em busca de vítimas no local de um ataque israelense a uma ponte, realizado antes da entrada em vigor de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Hezbollah, em Qasmiyeh, no sul do Líbano 20 de abril de 2026 REUTERS/Aziz Taher

Publicidade

BEIRUTE/JERUSALÉM, 21 Abr (Reuters) – O presidente do ⁠Parlamento do Líbano alertou nesta terça-feira ⁠que as forças israelenses que ocupam partes do sul do ‌país enfrentarão resistência se não se retirarem, sinalizando o risco de um novo confronto antes das negociações mediadas pelos Estados ‌Unidos nesta semana.

Um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah do Líbano, mediado por Washington, foi mantido em grande parte desde a última quinta-feira, mas as forças israelenses permanecem posicionadas em um cinturão de terra libanesa de 5km a 10 ⁠km ‌ao longo de toda a fronteira. Israel disse que pretende ⁠criar uma zona de proteção para proteger o norte de Israel dos ataques do Hezbollah, um grupo muçulmano xiita apoiado pelo Irã.

Na quinta-feira, os EUA sediarão conversações em nível de embaixador entre Israel e o Líbano, que foi ​arrastado para a guerra em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo em apoio a Teerã no conflito ​regional.

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, o estadista xiita mais graduado do Líbano e aliado do Hezbollah, disse ao jornal libanês al-Joumhouria que o Líbano não tolerará perder um metro de terra.

Se Israel ‘mantiver sua ocupação, seja de áreas, posições ‌ou traçando linhas amarelas, sentirá o cheiro ​da resistência todos os dias’, disse Berri, líder do Movimento Amal xiita.

Os militares israelenses e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se referiram à linha de ⁠implantação de Israel ​no Líbano como ​a ‘Linha Amarela’ na semana passada – o mesmo termo usado por Israel para sua linha ⁠de implantação em Gaza.

Continua depois da publicidade

Desde então, ​as autoridades israelenses se abstiveram de descrevê-la nesses termos, chamando-a de ‘linha de defesa avançada’, marcada em vermelho em um mapa militar publicado no ​domingo, que incluía uma ‘área de defesa avançada naval’ que se estendia da costa do Líbano até o mar.

‘Se ​eles insistirem em ⁠permanecer, enfrentarão resistência, e nossa história é testemunha disso’, disse Berri.

Israel retirou as tropas ⁠do sul do Líbano em 2000, após uma ocupação de 22 anos, durante a qual o Hezbollah, o Amal e outros grupos realizaram ataques contra as forças israelenses.