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Cidade italiana paga 9 mil euros para novos moradores estrangeiros

Para combater o despovoamento, algumas cidades também estão vendo as casas por 1 euro e oferecendo 2 mil euros para aqueles que queiram iniciar um negócio no local

Locana Itália

SÃO PAULO - Na tentativa de combater o despovoamento e atrair população jovem, autoridades locais da Itália anunciaram que estão oferecendo dinheiro para estrangeiros que queiram se mudar para alguns territórios com subpovoamento.

Em Locana, comuna da norte da Itália próxima as fronteiras da França e Suíça, os governantes estão dispostos a pagar cerca de 9 mil euros por ano, durante um período de três anos, a famílias que tenham ao menos um filho e rendimento mínimo anual de 6 mil euros.

Em entrevista à CNN Travel, Giovanni Mattiet, presidente da câmara de Locana e idealizador da oferta, disse que a população no local diminuiu de sete mil pessoas no século passado para os atuais 1.500 habitantes.

Isso aconteceu pois grande parte da população se mudou para comuna de Turim, em busca de empregos em grandes fábricas e empresas. “Todos os anos, nossa escola enfrenta o risco de fechar por falta de crianças."

O objetivo é atrair jovens que desejem viver nas montanhas e começar uma família, com profissões que lhes permitam trabalhar em casa ou começar um novo negócio na região. “Há dúzias de lojas de roupa, bares, restaurantes e boutiques apenas esperando para que novas pessoas as comandem.”

Locana não é a única região do país que aderiu à propostas inusitadas. Em Sambuca di Sicilia, no sul da Itália, para aumentar a população e estimular o turismo, imóveis estão sendo vendidos por apenas 1 euro.

Sambuca tem cerca de seis mil habitantes e foi eleita, em 2016, a vila mais bela do país. Os novos moradores deverão residir no local por três anos e, após este tempo, podem renovar o contrato.

Outro caso surpreendente, um pouco mais à norte, é a comuna italiana Borgomezzavalle, que possui apenas 320 habitantes. Além de casas na região estarem sendo vendidas pelo valor simbólico de 1 euro, é oferecido 1.000 euros para cada recém nascido e outros 2.000 para qualquer pessoa que deseje iniciar um negócio no local.

Em entrevista à CNN Travel, o prefeito Alberto Preioni afirmou que “a cidade foi criada em 2016, com a fusão de duas aldeias vizinhas que estavam desaparecendo. Temos muito dinheiro para investir, mas precisamos de crianças e jovens.”

Os novos proprietários devem se comprometer a reformar as casas em um período de dois anos.

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