Em imoveis

Caixa reduz juro para compra de imóvel de até R$ 1,5 milhão

 O presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza, disse que a mudança passa a valer no dia 24 de setembro

agência da Caixa
(Tânia Rêgo/ABr)

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira (14) que a partir do dia 24 de setembro  irá reduzir para 8,75% as taxas de juros do crédito imobiliário para aquisição de imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) com valor de até R$ 1,5 milhão.  "A taxa de juros está baixando para acompanhar a Selic é isso é fundamental para o crescimento do setor", disse o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, durante o Fórum Brasileiro das Incorporadoras, organizado pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias). Até o dia 24, a taxa permanece nos atuais 9,5% ao ano.

No final de julho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) havia anunciado o aumento para R$ 1,5 milhão do valor dos imóveis que poderão ser comprados através do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Antes, o valor era de R$ 950 mil. 

Com a medida, que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2019, o Sistema de Habitação oferecerá juros mais baixos (limitados a até 12% ao ano mais Taxa Referencial) e o cliente poderá sacar o dinheiro do FGTS para comprar uma nova casa. 

Outras mudanças anunciadas pelo CMN em julho
No final de julho, o CMN também anunciou que os bancos não terão mais que destinar 80% dos recursos da caderneta de poupança a operações contratadas pelo SFH, ou seja, o montante destinado pelos bancos para financiamento imobiliário poderá ser utilizado em imóveis de qualquer valor, com taxas pactuadas entre o mutuário e a instituição financeira, e indexados a qualquer índice econômico. 

Além disso, os bancos terão incentivos para financiar imóveis de até R$ 500 mil, como um benefício no cálculo do cumprimento da exigência de direcionamento de recursos para o crédito imobiliário.

O CMN também alterou a forma de checar o cumprimento da regra que obriga os bancos a direcionarem 65% dos depósitos da poupança para o crédito imobiliário. Antes, os bancos podiam utilizar a aquisição de títulos de financiamento do setor, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras Imobiliárias. Agora, a exigência será cumprida apenas com operações para aquisição, construção, reforma e ampliação de imóveis residenciais. De acordo com o Banco Central, a medida deve injetar R$ 80 bilhões no setor em um período de seis anos. 

 

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