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Nova aplicação em renda fixa permite investimentos imobiliários com dupla garantia

Ricardo Reis, incorporador e professor do InfoMoney, entrevistou Eric Altafim, Head de Produto e Corporate Sales do Itaú, para entender mais sobre o mercado de Letras Imobiliárias Garantidas

SÃO PAULO - Um novo investimento em renda fixa, que foi aprovado e regulamentado no mercado brasileiro há pouco tempo, já está encantando emissores e investidores.

Trata-se da Letra Imobiliária Garantida (LIG), um título que tem como objetivo captar recursos para o setor imobiliário.

Para entender mais sobre esse tipo de investimento, Ricardo Reis, incorporador e professor do InfoMoney, entrevistou Eric Altafim, Head de Produto e Corporate Sales do Itaú, instituição que emitiu na última semana R$ 1,2 bilhão em LIGs.

Segundo o executivo, as LIGs podem ser entendidas como uma aplicação intermediária entre as Letras de Crédito Imobiliárias (LCIs) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). A diferença consiste, porém, no prazo e na garantia.

Enquanto as LCIs possuem uma característica de curto prazo, as LIGs são emitidas com prazo superior a 1 ano - por isso possuem menor liquidez. Além disso, diferentemente das LCAs e dos CRIs, as LIGs não contam com a projeção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Altafim explicou que, embora a aplicação não conte com a proteção do FGC, ela possui uma ‘dupla garantia’. A primeira diz respeito à instituição financeira emissora do título e a segunda refere-se à carteira de imóveis da LIG. Dessa forma, caso seja necessário, os ativos da carteira poderão honrar o pagamento ao investidor.

Ele conta que nos EUA a emissão de LIG já é madura, mas que aqui no Brasil ainda há restrições para a sua oferta, o que não permite a oferta pública, ou seja, para o público comum - e isso limita a aplicação ao investidor de alta renda. Quer entender mais sobre o mercado imobiliário? Baixe o e-Book "Lucre com Imóveis" gratuito aqui

Durante a entrevista, Altafim comentou que com a aprovação da lei dos distratos, há espaço para um aumento da oferta de imóveis no Brasil, e que fontes de financiamento, como as LIGs, serão ainda mais importantes. “É um instrumento importante para fechar o gap de financiamento que será preciso por conta do crescimento do mercado imobiliário”, diz.

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