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Fundos imobiliários em 2019: o que esperar em caso de tributação dos rendimentos

Atualmente, fundos imobiliários contam com isenção de imposto de renda, mas o cenário pode mudar

SÃO PAULO – Considerada por muitos investidores um diferencial dos fundos imobiliários, a isenção de tributação de rendimentos pode ganhar novas regras a partir do ano que vem.

Para falar sobre esse cenário, o programa Fundos Imobiliários recebe dois reconhecidos especialistas no assunto: André Bacci, autor do livro Introdução aos Fundos de Investimento Imobiliários e Marcos Baroni, co-autor do livro Guia Suno Fundos Imobiliários. O programa está disponível por completo no player acima.

Com apresentação do professor do InfoMoney Educação Arthur Vieira de Moraes, o programa repercute os fatos de 2018 neste mercado, comenta as perspectivas para 2019 e indica os pontos de atenção dentro de FIIs nos próximos meses.

Os especialistas acreditam que uma tributação apenas para FIIs seria prejudicial para esse mercado, mas que uma reforma tributária completa teria pouco impacto no médio e longo prazo. “Se for tributado, vai perder esse lustre [a vantagem da isenção], mas mesmo tributado eu ia preferir esse investimento”, diz Bacci, que vive da renda de seus FIIs. “A estrutura ainda assim não muda”.

Já Baroni faz uma analogia com futebol. “Imagina que o Neymar sofreu uma lesão. Ele deixou de ser um bom atleta? Não, ele teve de dar passos atrás para poder voltar a ser o Neymar de novo”, exemplifica. Para ele, trata-se de dois passos para trás, considerando diminuição de volume, de receita e de rentabilidade, mas que não inviabilizam uma retomada.

Já Arthur é mais enfático: “eu acho que não muda nada”. Para novos entrantes, a cota passa a ser mais barata por conta da tributação, o que significa que o yield será o mesmo. No curto prazo, a mudança será emocional.

2018 e 2019

O professor lembrou que, ao longo deste ano, o IFIX perdeu da inflação. Mas isso não significa que foi um ano ruim para fundos imobiliários.

“O mercado se consolidou”, diz Baroni. “Passou a chamar mais a atenção do ponto de vista de estratégia, de alocação, de distribuição”, explica.

“A gente viu muitos gestores e emissores novos nessa área”, complementa Bacci. Tudo isso fez com que esse tipo de investimento deixasse de ser o patinho feio para se tornar a menina dos olhos das corretoras de investimentos. A XP Investimentos e a Rico, por exemplo, passaram a oferecer corretagem zero e dar mais atenção aos FIIs em 2018.

Para o próximo ano, a expectativa da chegada da LIG (Letra Imobiliária Garantida) deve “filtrar” fundos imobiliários. “Vai sobrar para o CRI coisas mais completas que entreguem mais risco”, diz Arthur. “E é aí que entram os fundos imobiliários”.

Bacci vê um status quo de topo para o mercado, mas acredita que o próximo ano trará progresso em FIIs. Caso as reformas criem um ambiente mais saudável economicamente, a equação tende a ser positiva também para FIIs.

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