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Décimo terceiro: você pode investir em imóveis mesmo com pouco dinheiro

Os fundos imobiliários compram imóveis comerciais e os investidores se beneficiam tanto da valorização das suas cotas na Bolsa quanto da distribuição dos alugueis dos empreendimentos.

Prédios Comerciais
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Não há dúvidas que um dos melhores destinos para o dinheiro extra do décimo terceiro são os investimentos – desde que você não tenha dívidas, claro.  E você sabia que pode aproveitar essa quantia que está sobrando para investir em imóveis por meio dos fundos imobiliários (FIIs)?

Estes fundos compram imóveis comerciais e os investidores se beneficiam tanto da valorização das suas cotas na Bolsa quanto da distribuição dos alugueis dos empreendimentos. Por isso, eles são considerados ótimas opções para quem busca uma aplicação que pague renda mensal.

Os FIIs são negociados na Bolsa de Valores como se fossem uma ação: você compra por meio do home broker, digitando seu código de negociação - e pode vender da mesma maneira.

O preço das cotas varia de fundo para fundo. Entre alguns dos mais negociados, o BC Fund (BRCR11) era vendido a R$ 100,54 nesta terça-feira (11), enquanto  cada cota do Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) valia R$ 147,03.

Ou seja: o fundo imobiliário permite que o investidor fique exposto a imóveis comerciais de alto padrão com pouco capital, facilidade de negociação e a liquidez do mercado financeiro.

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Para Gustavo Bueno, analista da XP Investimentos, o momento é “perfeito” para investimento neste tipo de ativo. “Os shoppings, as lajes corporativas e os galpões logísticos estão apresentando uma diminuição expressiva de vacância (desocupação)  em várias regiões”, afirma.

Segundo ele, essa melhora nos índices de vacância deve fazer com que o preço do aluguel aumente acima da inflação. “Quando isso acontece, os rendimentos são maiores e a cota se valoriza. Então você tem ganho de renda e de capital ao longo do tempo”, explica.

Cuidados

Antes de optar por determinado fundo imobiliário é preciso ficar atento a alguns pontos. A oferta de fundos na B3 é grande – são mais de 160 ativos negociados. Por isso, escolher os melhores demanda certa análise do investidor.

“Nós acompanhamos 30 fundos para montar nossa carteira de fundos imobiliários. Se você não separar o joio do trigo, pode acabar se dando mal”, diz Bueno.

Os fundos imobiliários compram imóveis comerciais de vários segmentos. Abaixo, o analista da XP comenta as expectativas para cada um:

Lajes corporativas em SP: “Apesar de ter um yield (distribuição de renda) comprimido, os ganhos de capital vão ser muito bons porque neste tipo de ativo o aumento de aluguel deve ser mais rápido e mais forte”.

Galpões logísticos: “Quanto mais próximo de SP e diversificado for o estoque, melhor”.

Industrial: “Existem poucos fundos que compram estes ativos, mas se houver uma retomada da economia, a produção consequentemente vai aumentar -  e necessidade de locação desse tipo de empreendimento também cresce”.

Shopping center: “Ideal que sejam shoppings concentrados nas regiões Sul e Sudeste, onde o crescimento deve acontecer mais forte e o valor do aluguel deve crescer também”.

Hotéis: “É um tipo de mercado muito correlacionado com PIB (Produto Interno Bruto). Se o PIB for bem, esse mercado também deve ir bem”.

Se você pretende investir em fundos imobiliários e não tem tempo de avaliar todos os ativos, vale a pena seguir a orientação de especialistas. A XP divulga mensalmente sua carteira de fundos imobiliários. Veja as recomendações para dezembro na carteira de renda (que seleciona os ativos que pagam bons rendimentos mensais):

 

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