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Presidente da GP faz alerta sobre alta da Bolsa; "muitas empresas ainda podem piorar"

Em entrevista ao "InfoMoney Fora da Curva", Antonio Bonchristiano disse que será ainda mais importante o investidor olhar para o detalhe de cada empresa ao investir em 2017; ele ainda comentou sobre as três ações listadas na Bovespa que estão na carteira da GP

SÃO PAULO - A disparada da bolsa brasileira em 2016 foi muito mais baseada nas expectativas de um futuro melhor do que em melhorias concretas no cenário econômico. Por isso, o investidor precisa tomar muito cuidado ao não olhar apenas para o macro quando decidir investir em alguma empresa, alerta Antonio Bonchristiano, presidente da GP Investimentos (GPIV33), uma das principais gestoras de private equity do Brasil e que possui papéis listados na Bovespa.

"Muitas empresas ainda estão ruim e podem até piorar. Por isso é preciso olhar para o micro, o detalhe específico de cada empresa para saber se é um momento bom para comprar a ação", disse Bonchristiano em entrevista ao InfoMoney Fora da Curva. A GP foi fundada em 1993 por Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles - o trio de brasileiros mais vitorioso desde "Pelé, Coutinho e Pepe" - e já investiu R$ 5 bilhões em mais de 50 empresas.

Em uma de suas poucas aparições em público, Bonchristiano falou Ao InfoMoney sobre as três ações listadas em Bolsa que ele possui em seu fundo, explicou através do "case de sucesso" Centauro como ele faz para selecionar um investimento e revelou seus principais aprendizados com os erros de investimento tomadas ao longo desses 23 anos de gestão (veja o roteiro da entrevista abaixo do vídeo).

InfoMoney Fora da Curva é um projeto de entrevistas do InfoMoney com os participantes do livro Fora da Curva. A partir do dia 5 de dezembro, uma nova entrevista será divulgada diariamente, e todas elas ficarão disponibilizadas na página especial do projeto (clique aqui para acessá-la).

Confira abaixo a entrevista com Antonio Bonchristiano e o instante em que cada pergunta foi respondida:

Perguntas respondidas no vídeo:

1) 1:05 - O investidor que quer ser acionista da GP Investimentos precisa monitorar quais drivers para entender as oscilações da gestora na Bolsa?

2) 3:05 - As vantagens de ser um private equity listado em Bolsa (que é ter mais capital próprio) compensa a desvantagem de ter que "revelar" suas estratégias aos concorrentes a cada três meses?

3) 5:20 - Poderia comentar sobre as três empresas listadas na Bolsa que fazem parte do portfólio da GP - BR Properties (BRPR3), Magnesita (MAGG3) e Par Corretora (PARC3)?

4) 10:10 - A GP tem um caso de sucesso no varejo online que é a Submarino. Tendo em vista sua experiência no setor, o que você poderia falar de duas empresas que estão vivendo momentos diferentes na Bolsa, que é a B2W (BTOW3) e a Magazine Luiza (MGLU3)?

5) 14:10 - O que você aprendeu com os investimentos errados que a GP realizou nestes 23 anos de existência?

6) 19:10 - A Centauro é um atualmente dos grandes cases de sucesso da GP. O que ela tem de tão bom para conseguir mostrar bons resultados mesmo diante de uma crise no setor?

7) 21:50 - A GP tem projetos de infraestrutura e no setor imobiliário. Como vocês estão avaliando esses dois setores?

8) 25:20 - A sua percepção sobre a Petrobras melhorou desde aquela apresentada no livro?

9) 26:58 - Hoje está melhor investir diretamente em ações ou via private equity?

Para ver as outras entrevistas do InfoMoney Fora da Curva, clique aqui.

 

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