Em franquias

Ex-funcionário do McDonald’s cria negócio que fatura R$ 700 mil por mês

No ano de 2015, rede de hamburgueria e comida mexicana pretende crescer 80%

Let's eat
(Divulgação)

SÃO PAULO – Constantemente o McDonald’s reclamações e processos de antigos funcionários, que recebem pouco, trabalham muito e se alimentam mal. Além disso, muitos questionam a qualidade do alimento servido pela rede. Apesar de todos os pesares, foi graças à famosa rede de fast-food que o empresário Marcos Nunes conseguiu abrir seu restaurante.

Em 1998, enquanto era estudante de administração, Nunes decidiu passar um ano nos Estados Unidos para estudar inglês. Durante este período ele trabalhou em vários restaurantes e fast-food, passando por várias funções, como lavar louças, montar lanches, servir e auxiliar no salão dos empreendimentos.

Desde criança, o empresário tinha uma paixão por gastronomia e a experiência despertou ainda mais a curiosidade e o desejo de atuar na área. Ele, então, voltou para o Brasil concluiu sua faculdade e resolveu morar em Londres para adquirir conhecimento. Lá, trabalhou em bares e também em restaurante de fast-food.

Porém, o destaque é a oportunidade que teve na rede McDonald’s onde em três meses subiu de cargo e se tornou chefe da cozinha. “Era um trabalho puxado para montar lanches e aprender todos os processos. Mas foi onde me identifiquei e vi que era uma ótima oportunidade. Assim, em pouco tempo já estava em outro cargo de confiança”, afirma.

Depois disso, ele decidiu se dedicar em algo novo, investindo suas experiências, esforços e ideias na área de alimentação. “Minha proposta era oferecer produtos de alta qualidade dentro de um ambiente diferenciado, com excelente matéria prima, seguindo um modelo chamado de slow food ou comfort food”.

Assim, em 2010, ele abriu em Itu (SP) a Let’s Eat, um restaurante especializado em hambúrgueres gourmet e comida mexicana, inspirada em tradicionais hamburguerias norte-americanas, com investimento de R$ 100 mil reais. “Criei a marca não para vender hambúrguer e sim, vender uma experiência gastronômica. Os produtos têm muito valor agregado, como a introdução da cultura americana, o ambiente aconchegante da casa e o bom atendimento”, conta.

Nunes afirma que é fundamental trabalhar e conhecer a fundo o setor para garantir os resultados. “Minha experiência em restaurantes no exterior foi a minha bagagem para montar uma marca mais adequada ao paladar brasileiro com processos e organização de redes grandes, como o McDonald’s, onde é baseada a minha cozinha, devido a agilidade e eficiência”.

No entanto, antes de transformar o estabelecimento em uma rede fatura aproximadamente R$ 700 mil por mês, alguns problemas surgiram no meio do caminho. “Na inauguração enfrentamos alguns problemas, como por exemplo, a parte elétrica que deu errado e ficávamos sem energia, assim demorando na entrega dos pratos. Foi uma correria e tanto”, lembra.

Com o passar dos meses, o empreendedor foi observando as deficiências do restaurante,  o que era necessário mudar, e foi melhorando sempre a qualidade e agilidade. O sucesso foi tanto que começou a chamar a atenção de pessoas interessadas em investir na rede.

A segunda unidade da marca surgiu em 2014, em Indaiatuba (SP), sendo a primeira franquia da marca. Hoje já são cinco unidades no Estado de São Paulo, sendo uma própria (Campinas) e quatro franquias (Indaiatuba, Piracicaba, Itu e capital). Além desses restaurantes, já está prevista a inauguração da primeira unidade no Nordeste, em Aracaju. Para abrir uma unidade, é necessário um investimento mínimo inicial, já com a taxa de franquia, de R$ 460 mil e capital de giro de R$ 30 mil.

Nunes espera crescer 80% em 2015 e alcançar a marca de 20 unidades até o final deste ano.

 

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