Wimbledon eleva premiação em 20% e pagará R$ 445 milhões em 2026

O reajuste coloca o campeonato britânico entre os eventos que mais aumentaram os valores pagos aos atletas nos últimos anos

Equipe InfoMoney

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Em meio à pressão crescente de jogadores por uma fatia maior das receitas dos Grand Slams, a organização do torneio de Wimbledon anunciou que vai ampliar em 20% a premiação total de sua edição de 2026. Com isso, o torneio distribuirá 64,2 milhões de libras esterlinas, montante equivalente a cerca de R$ 445 milhões.

O reajuste coloca o campeonato britânico entre os eventos que mais aumentaram os valores pagos aos atletas nos últimos anos. Na comparação com a temporada anterior, o acréscimo é de aproximadamente R$ 74 milhões.

O anúncio ocorre em um momento de insatisfação pública entre atletas do circuito profissional. Nos últimos meses, tenistas passaram a cobrar condições melhores e maior participação nos ganhos gerados pelos maiores torneios do calendário. Em Roland Garros, parte dos jogadores chegou a reduzir compromissos com a imprensa como forma de protesto.

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Campeão ganhará R$ 24,95 mi

Os vencedores das disputas de simples, no masculino e no feminino, serão os principais contemplados. Cada campeão receberá 3,6 milhões de libras, o que corresponde a cerca de R$ 24,95 milhões. No torneio passado, esse prêmio era de 3 milhões de libras, diferença que representa um ganho adicional de aproximadamente R$ 4,16 milhões por atleta.

A premiação também seguirá relevante para os tenistas que caírem logo na estreia. A eliminação na primeira rodada da chave principal renderá 93 mil libras, algo em torno de R$ 644 mil.

Com o novo reajuste, Wimbledon repete o mesmo percentual de aumento adotado pelo US Open no ano passado. O avanço também supera a elevação de 16% promovida pelo Australian Open nesta temporada e fica acima da alta de 9,5% registrada por Roland Garros.