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A eliminação da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 2026 provocou uma série de manifestações emocionadas entre os torcedores, mas uma delas chamou atenção nas redes sociais. Michel Mboladinga, torcedor-símbolo da seleção africana, publicou uma carta de despedida após a derrota por 2 a 1 para a Inglaterra, que encerrou a campanha da equipe no Mundial.
Famoso por permanecer imóvel durante os 90 minutos das partidas, em homenagem ao líder da independência congolês Patrice Lumumba, o torcedor destacou o orgulho pela trajetória da seleção e afirmou que a equipe superou as expectativas ao chegar tão longe na competição.
“Cinquenta e dois anos de preparação, provações e fracassos repetidos serviram de aprendizado. Nós só queríamos a classificação para essa competição de prestígio. Mas, no fim, percebemos que o sonho tinha ido longe demais, a ponto de pensar que participar deste Mundial já não era nosso único sonho — ir longe passou a ser o nosso objetivo”, escreveu.
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Na sequência, Mboladinga exaltou o país e agradeceu o empenho da seleção durante a campanha. “A RDC é uma terra abençoada. Sonhamos juntos. Acreditamos nisso. Bonito é sair com tanta vontade de permanecer nela, lutando sem parar até o fim. Mais uma vez: bravo para nós!”, publicou.
O torcedor encerrou a mensagem demonstrando confiança no futuro da equipe nacional. “Isto é apenas uma despedida. Vamos nos encontrar novamente com mais ambição. Congo com meu coração.”
Mboladinga, também conhecido como “Lumumba Vea”, ganhou projeção internacional durante a Copa Africana de Nações de 2025. Sua marca registrada é permanecer completamente imóvel nas arquibancadas, reproduzindo a pose da estátua de Patrice Lumumba, em Kinshasa, como forma de homenagear o ex-primeiro-ministro e um dos principais símbolos da independência da República Democrática do Congo.
A despedida da seleção africana da Copa do Mundo de 2026 aconteceu nesta quarta-feira (1º), após a derrota por 2 a 1 para a Inglaterra, em Atlanta. A RD Congo chegou a abrir o placar com Cipenga, mas sofreu a virada com dois gols de Harry Kane e acabou eliminada na fase de 16 avos de final do Mundial.
Apesar da queda, a campanha foi considerada histórica pelos congoleses, que deixaram o torneio sob reconhecimento pelo desempenho e pela competitividade demonstrada diante de seleções tradicionais.

