Técnico do Golden State homenageia Oscar e relembra gesto marcante do brasileiro

Ídolo do basquete morreu aos 68 anos e foi reverenciado por treinador do Warriors antes de jogo da NBA

Agência O Globo

Reprodução/X
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A morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos, na última sexta-feira, gerou comoção no mundo do esporte e motivou homenagens de grandes nomes do basquete internacional. Antes da partida entre Golden State Warriors e Phoenix Suns, pelo play-in da NBA, o técnico Steve Kerr destacou sua admiração pelo brasileiro, com quem foi adversário.

Em entrevista coletiva, Kerr foi enfático ao relembrar a qualidade técnica do jogador conhecido como “Mão Santa”. “Um dos maiores arremessadores que vi na vida, não tinha medo de arremessar. Tinha um pouco da mentalidade do Stephen Curry [armador no Warriors], não pensava duas vezes. Um jogador maravilhoso, com uma mentalidade incrível”, afirmou.

O treinador também compartilhou uma lembrança pessoal marcante envolvendo Schmidt, durante o Mundial de Basquete de 1986. Na ocasião, Kerr sofreu uma grave lesão no joelho — rompimento do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) — ao enfrentar a seleção brasileira, e foi ajudado pelo próprio Oscar a deixar a quadra.

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“Joguei contra ele no Mundial de 86, rompi meu LCA enfrentando o Brasil e ele me carregou nos braços até a saída da quadra, foi um gesto incrível. Eu admirava muito, fiquei triste com a notícia de hoje, apenas 68 anos de idade. Ele tem muitos fãs no Brasil, então, para nossos fãs brasileiros, em nome do Warriors, mandamos nossas condolências”, declarou.

Oscar Schmidt morreu após uma parada cardiorrespiratória em São Paulo e chegou a ser levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), que divulgou nota oficial. Em comunicado, a família destacou a luta de 15 anos do ex-atleta contra um tumor cerebral.

Considerado um dos maiores nomes da história do basquete, o ala-armador construiu uma trajetória marcada por recordes e reconhecimento internacional. Dono da camisa 14 da seleção brasileira, ele é o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, além de liderar também a estatística pela seleção, com 7.693 pontos.

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Mesmo sem ter atuado na NBA — opção feita para seguir defendendo a seleção brasileira —, Oscar teve seu talento amplamente reconhecido nos Estados Unidos, berço do basquete. Ao longo da carreira, participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos e permanece até hoje como o único atleta a ultrapassar a marca de mil pontos na competição.

Neste mês de abril, o ex-jogador foi introduzido ao Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, ampliando uma lista de honrarias que inclui também o Hall da Fama do Basquete e o Hall da Fama da NBA.

Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e dois filhos, Felipe e Stephanie.