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Sob enorme pressão, o técnico da seleção do Uruguai, Marcelo Bielsa, vai ao jogo que define seu futuro na Copa do Mundo com uma rebelião em mãos. Segundo a rádio “Espectador Deportes”, quatro atletas procuraram o comandante pedindo mudanças no trabalho.
De acordo com o veículo, o grupo era formado por: Federico Valverde, meia do Real Madrid; Rochet, do Internacional; Manuel Ugarte, do Manchester United; Rodrigo Betancur.
As lideranças teriam reclamado das cargas elevadas de treinos, o que, na visão deles, motivou lesões no elenco durante a preparação para o mundial. Além do pedido de mudanças no período de exercícios, os jogadores pediram por uma alteração no planejamento para o jogo decisivo contra a Espanha na noite desta sexta-feira (26).
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Depois de dois empates frustrantes, contra Cabo Verde e Arábia Saudita, os Celestes se colocaram em uma situação complicado em um grupo para o qual se previa alguma tranquilidade. Contra a Espanha, o Uruguai enfrenta um dos favoritos para a Copa do Mundo e corre o risco de perder a vaga de segundo colocado para Cabo Verde ou Arábia Saudita.
Para os atletas, o time deveria adotar uma postura defensiva e buscar pelos contra-ataques no jogo desta noite. Bielsa vê diferente: a ideia para a partida é espelhar o jogo do time adversário.
Depois da primeira conversa com os líderes, afirma a rádio, Bielsa teria marcado uma reunião geral com o elenco. O técnico acusou jogadores de tentarem derrubá-lo do cargo, citando motivos como a não convocação do volante Nahitan Nández para a Copa do Mundo e ter deixado de chamar o craque Luís Suárez para a preparação do torneio.
Segundo o “El Espectador”, Bielsa teria dito ser o responsável pelas carreiras de alguns atletas do elenco. A fala causou revolta e parte dos jogadores teriam deixado a reunião.