Presidente do Fluminense afirma que transferência de Arias é case de sucesso

"São 17 milhões de euros (cerca de R$ 110 milhões) e permanecemos com 10%. É um valor justo", disse Mário Bittencourt

Estadão Conteúdo

Futebol - Copa do Mundo de Clubes da FIFA - Grupo F - Fluminense x Ulsan HD - MetLife Stadium, East Rutherford, New Jersey, EUA - 21 de junho de 2025. Jhon Arias, do Fluminense, comemora segurando uma criança após a partida. REUTERS/Mike Segar
Futebol - Copa do Mundo de Clubes da FIFA - Grupo F - Fluminense x Ulsan HD - MetLife Stadium, East Rutherford, New Jersey, EUA - 21 de junho de 2025. Jhon Arias, do Fluminense, comemora segurando uma criança após a partida. REUTERS/Mike Segar

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O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, afirmou que a transferência do meia colombiano Jhon Arias para o inglês Wolverhampton é um case de sucesso e disse, diversas vezes, que ele retornará ao clube carioca. As declarações aconteceram durante a entrevista coletiva de despedida de Arias neste sábado

“Clube e Arias fizeram o melhor possível”, afirmou o dirigente, que explicou as cifras envolvidas na negociação. “São 17 milhões de euros (cerca de R$ 110 milhões) e permanecemos com 10%. É um valor justo”, completou Bittencourt, que corrigiu um jornalista que disse ele foi xingado pela torcida do Fluminense no último jogo de Arias, contra o Cruzeiro. “Foi só uma parte da torcida “

O dirigente explicou ainda que o direito a bônus, caso Arias atinja metas estipuladas no clube inglês, é “ad eternum”, ou seja, não expira em um determinado período como, por exemplo, a primeira temporada. Bittencourt afirmou que Arias se envolveu na negociação solicitando ao Wolverhampton que fizesse a melhor proposta possível para recompensar o Fluminense e que o jogo de despedida, contra o Cruzeiro, foi uma exigência do jogador.

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Antes das perguntas dos jornalistas, o presidente do Fluminense fez um pronunciamento de mais de 25 minutos contando detalhes da trajetória de Arias no clube (“um case de sucesso”) e citando transferências antigas, como a de Branco nos anos 1980 e do argentino Conca, em 2011. Durante a entrevista, que durou quase duas horas, o dirigente citou ídolos do clube que saíram e voltaram, como Tiago Silva, Marcelo e Branco.

Bittencourt afirmou que o Fluminense só possuía 50% dos direitos de Arias porque o Patriotas, clube colombiano com os outros 50%, não quis negociar, já vislumbrando o potencial ganho com uma negociação como a atual. Ele disse também que a saída do colombiano só aconteceria para um time que disputa um grande campeonato, como o Inglês. “A Rússia e a Arábia pagam mais porque ninguém quer ir para lá”, afirmou o dirigente. “Os times ingleses pagam o valor de mercado. Quem compra sabe o que está pagando.”

O presidente do Fluminense afirmou que, no passado, o Palmeiras chegou a sondar uma possível transferência de Arias. “Disse que nem nós tínhamos interesse em vender nem ele tinha interesse em jogar em outro time do Brasil”, contou ele, acrescentando que o contato foi com a presidente Leila Pereira.

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Sobre a reposição para a posição de Arias, Bittencourt foi questionado sobre o também colombiano Hinestroza. “É um jogador que a gente monitora há bastante tempo. É um jogador interessantíssimo, um jogador com características parecidas com as do Arias. Mas estamos olhando vários outros jogadores também “

Aos 27 anos, Arias disse que realiza um sonho ao jogar no Campeonato Inglês e que é muito grato ao Fluminense. “Sou um cara vitorioso pelo clube. Senti um respeito e um amor recíproco Foi uma linda história.”