Publicidade
A Copa do Mundo aqui nos Estados Unidos está bem notabilizada como a Copa que as marcas mais estão se divertindo. É impressionante como tudo gira em torno de quem faz a Fifa ser cada vez mais rica e, por consequência, quem também é parceiro da competição.
O símbolo disso tudo é a parada para hidratação. Ao assistir a um jogo pela televisão nos EUA, me assustei ao ver que as emissoras por aqui cortam totalmente as imagens dos jogos e conseguem colocar três ou quatro inserções enquanto os atletas tomam água.
Nas vezes que fui ao estádio, o telão aproveitou o momento para destacar marcas de isotônicos e também aproveitaram o momento para ressaltar as marcas que estão ao lado da competição. Minha surpresa foi maior ao saber que no Brasil isso também está acontecendo.
Nunca foi entusiasta da parada para hidratação, mas tentando ver o copo meio cheio, era legal vermos os técnicos passando instruções para seus atletas. Isso não existe mais. O dinheiro venceu totalmente.
Leia também: InfoMoney entra em campo na Copa do Mundo com cobertura especial e vídeos dos gols
Claro que todo mundo fica feliz: a Fifa, por conseguir cobrar mais pela transmissão e por vender mais patrocínio, as emissoras, por terem mais uma janela para lucrar com patrocinadores, e os jogadores e as seleções, que ganham mais dinheiro de prêmio. Mas e os torcedores? O preço do ingresso não caiu por isso. Na verdade, está cada vez mais caro.
Continua depois da publicidade
Não é uma questão de ser inocente a ponto de achar que não é assim que o jogo é jogado. Claro que é. Quanto mais dinheiro é injetado, maior fica a competição, mais os clubes investem em jogadores e por aí vai. Mas é diferente ver o seu esporte favorito e a sua competição favorita mudando tanto.