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Os canadenses não parecem estar muito interessados na Copa do Mundo de 2026, embora Vancouver vá sediar sete jogos da competição, enquanto Toronto receberá seis partidas. Entre os principais motivos está a própria baixa popularidade do futebol no país, mas há outras preocupações, como os custos para as cidades e até alterações no cotidiano dos moradores, com fechamentos de ruas e ocupação de espaços públicos.
Uma pesquisa feita em maio pelo instituto independente Angus Reid com mais 1,8 mil canadenses é uma prova desse descontentamento. Em Toronto, 27% das pessoas disseram não ter interesse algum pela competição, enquanto 32% responderam ter um interesse baixo. Apenas 13% classificaram seu interesse pela Copa como alto.
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Na região metropolitana de Vancouver, 23% disseram não ter interesse e 26% disseram estar pouco interessados. Os muito interessados são 18% do total.
Recentemente, o Escritório Orçamentário Parlamentar do Canadá estimou que o custo combinado federal, provincial, regional e municipal ultrapassará US$ 1 bilhão para cada sede. Isso representa um custo de US$ 82 milhões por partida. O governo federal cobrirá US$ 473 milhões, mas o restante será de responsabilidade dos outros níveis de governo.
Por esse motivo, a pesquisa apurou que uma clara maioria em cada cidade diz que sediar “definitivamente” ou “provavelmente” não vale a pena — 70% na Grande Toronto e 72% na região metropolitana de Vancouver. Menos de um quarto (Toronto 21%, Vancouver 23%) acredita que os benefícios superam os custos.
Os moradores apontam ter poucas dívidas sobre quem acham que sairá vencedor financeiramente: quatro em cada cinco em ambas as cidades — 80% em Toronto e 81% em Vancouver — concordam que a Copa do Mundo beneficiará principalmente a FIFA, patrocinadores e grandes empresas. Apenas cerca de um em cada dez discordam dessa afirmação.
Sobre as dificuldades que os jogos vão trazer ao dia a dia, mais de dois terços dos entrevistados na região metropolitana de Vancouver (69%) e na Grande Toronto (68%) concordam que o evento cria muita perturbação para as pessoas que vivem e trabalham lá. Aproximadamente apenas um em cada cinco discordam.