Publicidade
Quem vive a China percebe algo que muitos brasileiros ainda não enxergam com clareza: o Brasil tem uma força de imagem muito maior do que imagina. E Neymar é uma das pontes mais visíveis dessa relação. Quem conta isso é Theo Paul Santana, especialista em negócios China/Brasil e que mora há 15 anos no país asiático.
“Nas minhas últimas viagens por cidades como Xangai, Pequim e Guangzhou, foi comum encontrar a imagem de Neymar em anúncios, campanhas digitais, telas urbanas, aplicativos e ativações de marcas. Ele deixou de ser apenas um jogador de futebol. Para muitos consumidores chineses, Neymar se tornou um símbolo reconhecível do Brasil, conta o fundador da plataforma Destino China.
Santana explica que, quando uma marca chinesa usa Neymar em uma campanha, ela não está utilizando apenas a figura de um atleta. Ela está associando seu produto a atributos que o consumidor chinês conecta ao Brasil: futebol, alegria, juventude, energia, estilo de vida, cultura popular e entretenimento.
Planner InfoMoney
Planeje a ida para a próxima Copa!
“Esse é um exemplo claro de ‘soft power’. A capacidade de um país influenciar mercados por meio da cultura, da reputação e da identificação emocional”, comenta.
Leia mais: Neymar: CBF informa resultado de nova ressonância e atualiza situação da lesão
A oportunidade para as empresas brasileiras, segundo o especialista, está justamente em transformar esse ativo em estratégia comercial. “O erro mais comum é tentar vender apenas o produto. Na China, narrativa, identidade e contexto cultural são tão importantes quanto o produto em si”, explica
A Copa do Mundo de 2026, segundo Santana, cria uma oportunidade rara. Isso porque, durante o torneio, milhões de chineses estarão consumindo conteúdos relacionados ao futebol.
“Empresas brasileiras podem aproveitar essa atenção para reforçar a identidade Brasil em suas marcas, trabalhar storytelling, utilizar plataformas locais como Douyin, Xiaohongshu, WeChat e Weibo e criar conexões emocionais com o consumidor chinês. O Brasil já possui reconhecimento. O desafio agora é transformar essa visibilidade em posicionamento e negócios.”