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As mudanças climáticas associadas ao uso de combustíveis fósseis criaram as condições para um calor e uma umidade extraordinários, o que colocou pelo menos uma partida da Copa do Mundo em uma zona de risco potencial, de acordo com o grupo de cientistas climáticos World Weather Attribution.
A partida de sábado entre Paraguai e França está marcada para começar às 17h (horário da costa leste) na Filadélfia, com temperaturas que excedem as recomendações do sindicato FIFPRO para a prática segura do esporte, à medida que uma onda de calor se instala sobre grandes áreas dos EUA e partes do Canadá.
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA alertou esta semana que a onda de calor — um sistema de alta pressão que retém o ar quente sob si — pode fazer com que os índices de calor atinjam de 40 a 46 graus Celsius em partes do Meio-Oeste e da Costa Leste, afetando muitos locais que sediarão a Copa do Mundo.
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Essas condições ameaçam sobrecarregar as redes de energia elétrica e afetar as comemorações ao ar livre do 250º aniversário dos Estados Unidos durante o movimentado fim de semana do feriado de 4 de julho.
“Quando uma comemoração histórica do 4 de julho é interrompida e as partidas da Copa do Mundo são disputadas em condições inseguras para jogadores e torcedores, não deveria ser necessário outro estudo científico para acordar as pessoas”, afirmou Friederike Otto, professora de Ciências Climáticas do Centro de Política Ambiental do Imperial College London, em um comunicado.
“A mudança climática está aqui, já está afetando as coisas de que desfrutamos em nosso dia a dia e continuará a piorar quanto mais adiarmos a inevitável transição para emissões líquidas zero.”
Temperaturas altíssimas e umidade sufocante se tornaram um dos principais temas de discussão do torneio, um ano depois que o sindicato mundial dos jogadores FIFPRO deu o alarme sobre o calor perigoso na Copa do Mundo de Clubes, disputada nos EUA.
O FIFPRO elogiou a Fifa em dezembro por se esforçar para “alinhar o planejamento do calendário da competição e a seleção dos locais com as preocupações em relação à saúde dos jogadores” na Copa do Mundo, mas afirmou que ainda havia algumas partidas que apresentavam riscos.
“A lição para todos no setor é que, com o aquecimento global, as condições de calor terão um papel cada vez mais importante nas decisões de programação de torneios e campeonatos no futuro”, afirmou o FIFPRO.
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A entidade que rege o futebol mundial, no entanto, não possui nenhuma regra que determine automaticamente o adiamento de uma partida devido ao calor extremo. A Fifa não se pronunciou imediatamente sobre o assunto.