Infantino diz que intervalos para hidratação são puramente esportivos, não comerciais

Presidente da Fifa defendeu intervalos obrigatórios de três minutos por volta dos 22 e 67 minutos de jogo

Reuters

Copa do Mundo FIFA 2026 - Coletiva de imprensa do presidente da Fifa, Gianni Infantino - Estádio Azteca, Cidade do México, México - 10 de junho de 2026. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante a coletiva. REUTERS/Henry Romero
Copa do Mundo FIFA 2026 - Coletiva de imprensa do presidente da Fifa, Gianni Infantino - Estádio Azteca, Cidade do México, México - 10 de junho de 2026. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante a coletiva. REUTERS/Henry Romero

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a introdução de intervalos para hidratação na Copa do Mundo, insistindo que, para a entidade que rege o futebol, essa medida é motivada exclusivamente por considerações esportivas e não por interesses comerciais.

Os intervalos obrigatórios de três minutos, introduzidos aos 22 e 67 minutos de cada partida do torneio, têm gerado críticas de jogadores, técnicos e torcedores desde a primeira rodada de jogos.

Os intervalos, introduzidos para ajudar os jogadores a lidar com as altas temperaturas na América do Norte, abriram novas oportunidades de publicidade para as emissoras.

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Isso alimentou o debate sobre seu impacto no jogo, com alguns telespectadores reclamando de serem expostos a comerciais durante as interrupções de três minutos.

“Não há receita adicional para a Fifa, já que todos os acordos comerciais foram assinados com bastante antecedência. Portanto, isso não é uma questão financeira para nós. Para nós, é puramente uma questão esportiva”, disse Infantino em comunicado na quarta-feira.

Os intervalos permitem que a comissão técnica dê instruções táticas durante a partida, uma mudança que, segundo os críticos, interrompe o ritmo e altera fundamentalmente a natureza do jogo.

O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, disse que a pausa adicional “interrompe e altera a identidade da partida de futebol”, enquanto o técnico do Uruguai, Marcelo Bielsa, afirmou que dividir as partidas em segmentos mais curtos retira a característica fundamental do esporte.

O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, e o capitão da Holanda, Virgil van Dijk, apoiaram a intenção por trás da regra em condições de calor extremo, mas questionaram a necessidade dela em climas mais amenos e em estádios cobertos.

“O principal motivo é o calor, mas também precisamos entender que, em uma competição como a Copa do Mundo, disputada ao longo de 39 dias, com as seleções potencialmente jogando oito partidas nesses 39 dias, ter um momento para descansar é extremamente importante”, disse Infantino.

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“O que importa ainda mais para nós é garantir que todas as seleções, em todas as partidas, joguem nas mesmas condições.”

“É muito difícil aceitar que um técnico possa ter a oportunidade de influenciar uma partida fazendo ajustes simplesmente porque está mais quente, enquanto em outra partida, onde a temperatura é um pouco mais baixa, o mesmo técnico não tenha a mesma oportunidade”, completou.

Infantino afirmou que os intervalos não reduziram a intensidade das partidas, sugerindo que os jogadores conseguem manter um alto nível de desempenho durante todo o jogo.