Governo Trump alega suposta ligação com grupo terrorista para barrar árbitro

Ao New York Times, Omar Artan afirmou que foi interrogado por autoridades de fronteira sobre vínculos com o grupo militante somali Al Shabab e disse que não sabia nada sobre o grupo

Roberto de Lira Agências de notícias

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, barrado nos Estados Unidos antes da Copa do Mundo, acena para os torcedores no estádio de Mogadíscio, na Somália - 10/06/2026 (Foto: REUTERS/Feisal Omar/TPX IMAGES OF THE DAY)
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, barrado nos Estados Unidos antes da Copa do Mundo, acena para os torcedores no estádio de Mogadíscio, na Somália - 10/06/2026 (Foto: REUTERS/Feisal Omar/TPX IMAGES OF THE DAY)

Publicidade

O árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos devido à sua “associação com suspeitos de membros de organizações terroristas”, diz um funcionário americano à rede de TV Fox News. O árbitro, que seria o primeiro de sua nacionalidade a comandar um jogo de Copa do Mundo, teve a entrada negada no Aeroporto Internacional de Miami na segunda-feira (8), apesar de possuir passaporte diplomático e visto de entrada nos EUA.

A Somália é um dos 12 países em uma lista de proibição de viagem decretada pelo presidente Donald Trump.

Segundo uma fonte da administração Trump, o “indivíduo” estava buscando admissão nos Estados Unidos, mas após uma inspeção mais detalhada pela CBP [Customs and Border Protection], “foram descobertas informações depreciativas, incluindo associação com suspeitos de membros de organizações terroristas, tornando o viajante inelegível para admissão nos Estados Unidos sob a Lei de Imigração e Nacionalidade (INA)”.

Planner InfoMoney: suas finanças sob controle

Leia também: Árbitro somali que teve entrada negada nos EUA diz que episódio foi “destino”

“O viajante teve a admissão negada e recebeu formulários de imigração que fornecem a seção da lei usada para completar uma remoção acelerada sob o artigo 8235 da INA. A administração do presidente Trump não permitirá que qualquer ameaça à segurança entre em nosso país – ponto final”, informou a fonte.

Ao New York Times, Artan afirmou que foi interrogado por autoridades de fronteira sobre vínculos com o grupo militante somali Al Shabab e disse que não sabia nada sobre o grupo.