Fifa: Abuso online na Copa aumentou 13 vezes, 11% motivado por questões raciais

Órgãos de monitoramento digital identificaram 89 mil publicações abusivas nas redes sociais

Reuters

Estádio de Atlanta usado na Copa do Mundo em 27 de junho de 2026 (Foto: REUTERS/Claudia Greco)
Estádio de Atlanta usado na Copa do Mundo em 27 de junho de 2026 (Foto: REUTERS/Claudia Greco)

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Os órgãos de monitoramento digital da Fifa identificaram 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo, o que representa um aumento de 13 vezes em relação à edição de 2022 no Catar, disse a entidade que controle o futebol mundial nesta quarta-feira.

Esse aumento alarmante foi registrado depois que o Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) da Fifa analisou mais de seis milhões de publicações e comentários — um salto de 33% em relação a 2022 —, sendo que os abusos raciais representaram 11% de todas as mensagens ofensivas detectadas.

A proporção de ataques motivados por racismo representa um aumento de 3% em comparação com a fase de grupos no Catar, com a Fifa afirmando que isso marcou um “aumento significativo no material objetivamente pior e mais ofensivo” nas plataformas de redes sociais.

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“Disponível para todas as seleções, jogadores, técnicos e árbitros que participam de torneios da Fifa, o SMPS protege esses profissionais e seus seguidores contra conteúdos discriminatórios e ofensivos”, afirmou a Fifa em comunicado.

O SMPS utiliza uma combinação de tecnologia e moderação humana para detectar, filtrar e bloquear mensagens racistas, discriminatórias ou ameaçadoras, ao mesmo tempo em que protege os seguidores dos jogadores contra a exposição a conteúdo abusivo.

A Fifa informou que 225 mil publicações foram identificadas para análise humana; dessas, os moderadores verificaram 89 mil como abusivas e tomaram medidas, com aproximadamente 1.000 contas encaminhadas para investigação mais aprofundada.

O formato ampliado do torneio, com 48 seleções em comparação às 32 do Catar, também contribuiu para o aumento do volume de conteúdo analisado, acrescentou a Fifa.

As ferramentas de moderação automatizadas do serviço também ocultaram aproximadamente 181 mil comentários de ódio nas contas das seleções.

Enquanto isso, mais de dois milhões de comentários foram moderados durante a fase de grupos, incluindo spam e conteúdo proveniente de bots ou contas falsas — um aumento de quatro vezes em relação a 2022.

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“Como parte da evolução do SMPS, o serviço também reúne evidências para as autoridades policiais”, afirmou a Fifa.

“Mais de 100 casos foram identificados que atendem aos critérios legais para a abertura de processos judiciais contra os responsáveis.”

Os jogadores da Holanda Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville sofreram insultos racistas online após perderem pênaltis na derrota para o Marrocos.