Escócia revê Brasil ao voltar à Copa após 28 anos e tem meia indicado à Bola de Ouro

Diferentemente do duelo de décadas atrás, no qual enfrentou a seleção brasileira na rodada de abertura, dessa vez o confronto será na partida final da fase de grupos

Estadão Conteúdo

Futebol - Copa do Mundo FIFA - Eliminatórias UEFA - Grupo C - Escócia x Dinamarca - Hampden Park, Glasgow, Escócia, Reino Unido - 18 de novembro de 2025 Scott McTominay, da Escócia, marca o primeiro gol da equipe REUTERS/Russell Cheyne
Futebol - Copa do Mundo FIFA - Eliminatórias UEFA - Grupo C - Escócia x Dinamarca - Hampden Park, Glasgow, Escócia, Reino Unido - 18 de novembro de 2025 Scott McTominay, da Escócia, marca o primeiro gol da equipe REUTERS/Russell Cheyne

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De volta à disputa de uma Copa do Mundo após 28 anos, a Escócia reencontrará dois adversários que enfrentou em 1998, na França, onde fez sua última participação em Mundiais: Marrocos e Brasil. Diferentemente do duelo de décadas atrás, quando enfrentou a seleção brasileira na rodada de abertura, desta vez o confronto será na partida final da fase de grupos.

Para garantir a vaga na Copa, os escoceses foram líderes do Grupo C das Eliminatórias da Europa, com 13 pontos, resultado de quatro vitórias, um empate e uma derrota. O único revés foi para a Grécia, por 3 a 2, em Pireu. Dinamarca, que disputou as duas últimas Copas, e Belarus completavam a chave.

Nação fanática por futebol, como demonstra a rivalidade baseada em tensões religiosas e políticas entre Celtic e Rangers, a Escócia nunca alcançou destaque proporcional à sua paixão pelo esporte, mas contribuiu com lendas como Kenny Dalglish, Denis Law e Alex Ferguson.

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Atualmente, conta com jogadores de relevância no cenário europeu. O principal nome é o meia Scott McTominay, eleito melhor jogador do Campeonato Italiano na temporada 2024/2025, graças à sua importância na conquista do título pelo Napoli. Ele marcou 13 gols e deu quatro assistências em 36 jogos.

McTominay ficou em 19º lugar na tradicional premiação Bola de Ouro deste ano, apenas duas posições abaixo do brasileiro Vinícius Júnior, que ficou em 17º. Após se tornar campeão italiano, também chamou atenção pelo comportamento fora de campo, ao ser fotografado fumando um cigarro durante a celebração.

Outra peça importante do grupo escocês é o lateral-esquerdo Andy Robertson, do Liverpool, clube que não vive boa fase na atual temporada. O volante John McGinn, do Aston Villa, e o lateral Aaron Hickey, do Brentford, também têm protagonismo jogando na Inglaterra.

A esforçada seleção escocesa é comandada pelo treinador Steve Clarke, ex-lateral-direito considerado um dos maiores jogadores da história do Chelsea, clube no qual é o nono atleta com mais jogos disputados. Após se aposentar, foi auxiliar técnico de José Mourinho no clube londrino.

Clarke trabalhou brevemente no Liverpool, auxiliando Kenny Dalglish no comando técnico, antes de estrear como treinador no West Bromwich, em 2012. Continuou na Inglaterra, atuando no Reading, e depois retornou à Escócia, onde treinou o Kilmarnock, seu último trabalho antes de assumir a seleção nacional.

Escócia e Brasil já se enfrentaram em quatro Copas

Em 2026, o embate entre escoceses e brasileiros terá seu quinto capítulo em Copas do Mundo. Além da vitória por 2 a 1 do Brasil em 1998, com gols de César Sampaio e um contra de Boyd, as duas seleções se enfrentaram outras três vezes no principal torneio de futebol do mundo.

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Todos os duelos foram na fase de grupos e terminaram com vitória brasileira. Em 1990, com Romário e Careca entre os titulares, Müller saiu do banco para marcar o gol da vitória por 1 a 0.

Oito anos antes, na Copa do Mundo de 1982, marcada pela traumática eliminação para a Itália, o Brasil goleou a Escócia por 4 a 1, com gols de Zico, Oscar, Éder e Falcão. Em 1974, a seleção, que contava com astros como Rivelino e Jairzinho, não passou de um empate sem gols contra a equipe do Reino Unido.