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Mais de 2 mil sócios do Corinthians votaram neste sábado (9) o impeachment do presidente Augusto Melo, que deixou definitivamente o cargo. Melo está afastado da diretoria desde 26 de maio, quando a gestão de Osmar Stabile assumiu o clube.
Ao todo, foram 1413 votos a favor da destituição do mandatário, contra 620 votos contra. Duas pessoas votaram em branco e duas votaram nulo.
Com a oficialização da saída de Melo, Stabile seguirá no comando do time paulistano até a próxima eleição indireta no Conselho Deliberativo, que ainda não tem data definida. O presidente do Conselho, Romeu Tuma Jr., é o responsável pela convocação das novas eleições, que será feita de forma indireta e contando apenas com a participação de conselheiros vitalícios e membros do Conselho Deliberativo do time.
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Pneus rasgados e tensão na saída
Augusto Melo precisou sair de carona da sede do clube durante a votação de sócios que sacramentou seu impeachment, segundo informações do portal UOL. O carro do dirigente teve os pneus rasgados enquanto acompanhava a sessão no Parque São Jorge.
Acompanhado de Kadu Melo, seu sobrinho e conselheiro do clube, Melo deixou o local mais cedo e não conversou com a imprensa.
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Por que presidente foi afastado?
O processo que destituiu Melo o acusa de gestão temerária, um dos motivos listados no estatuto do clube para legitimar um pedido de impeachment. O artigo 106 especifica o seguinte sobre as razões para destituir um presidente:
- a) ter ele praticado crime infamante, com trânsito em julgado da sentença condenatória;
- b) ter ele acarretado, por ação ou omissão, prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Corinthians;
- c) não terem sido aprovadas as contas da sua gestão;
- d) ter ele infringido, por ação ou omissão, expressa norma estatutária;
- e) prática de ato de gestão irregular ou temerária.
Tal enquadramento se deve ao contrato firmado com a antiga patrocinadora Vai de Bet, que rescindiu com o clube depois de noticiado que o valor pago pela intermediação do acordo teria passado por uma série de empresas “laranjas”.
Augusto foi indiciado pela Polícia Civil por associação criminosa, furto qualificado pelo abuso de confiança e lavagem de dinheiro. O ex-diretor administrativo Marcelo Mariano, o ex-superintendente de marketing Sérgio Moura e Alex Cassundé, dono da empresa intermediária do acordo, também vão responder pelos três crimes.
(Com informações do Estadão Conteúdo)