Embaixador do Brasil saúda apoio de Bangladesh à Seleção: “Camisa amarela brilhará”

Paulo Feres exaltou a paixão dos bangladenses pelo Brasil em carta à população

Iuri Santos

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O embaixador do Brasil em Bangladesh, Paulo Feres, publicou uma nota agradecendo à população local pelo apoio à Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. A mobilização da torcida bangladense em favor da equipe comandada por Carlo Ancelotti marcou a campanha brasileira, encerrada com eliminação precoce.

“Obrigado por vestirem nossas cores, por hastearem nossa bandeira, por cantarem para nossos jogadores, por acreditarem no Brasil com tanta generosidade e sincera paixão. O amor de vocês pela nossa seleção nos comove profundamente”, disse Feres em carta compartilhada com a imprensa.

Como mostrou o InfoMoney em reportagem, a população de Bangladesh mantém uma relação com a Seleção Brasileira desde a década de 1970, vínculo que aparece até na construção da identidade nacional do país. Feres estima que entre 80 milhões e 100 milhões de bangladenses torçam pelo Brasil em Copas do Mundo.

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“Aos nossos amigos de Bangladesh, que sofrem conosco e celebram conosco como se o Brasil também fosse sua casa, recebam nossa mais profunda gratidão. Seu carinho é um presente para o povo brasileiro”, escreveu o embaixador. “Em momentos como este, entendemos que o futebol pode criar uma irmandade mais forte do que distância, idioma ou fronteiras.”

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram momentos de frustração sob chuva na capital, Daca, após a eliminação do Brasil, derrotado por 2 a 1 pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo. Torcedores vestidos de verde e amarelo assistiam à partida em telões montados nas ruas, protegidos por guarda-chuvas.

“A camisa amarela brilhará novamente. A música voltará. A alegria voltará. E, quando o Brasil se reerguer mais uma vez, lembraremos daqueles que estiveram ao nosso lado quando a noite foi mais difícil”, diz Feres.

Leia a carta na íntegra:

Queridos amigos do Brasil em Bangladesh,

Há momentos no futebol em que o silêncio parece falar mais alto que as palavras. Após o apito final, milhões de corações brasileiros ao redor do mundo sentiram o mesmo peso da decepção. Sei que muitos desses corações estavam aqui em Bangladesh.

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Aos extraordinários torcedores do Brasil neste país, quero dizer, antes de tudo: obrigado. Obrigado por vestirem nossas cores, por hastearem nossa bandeira, por cantarem para nossos jogadores, por acreditarem no Brasil com tanta generosidade e sincera paixão. O amor de vocês pela nossa seleção nos comove profundamente.

Esta derrota dói. Dói porque o futebol, para os brasileiros, nunca é apenas um jogo. É memória, infância, família, música, alegria, esperança — e às vezes, como hoje, sofrimento. Mas o sofrimento também faz parte de todo grande amor. E o amor entre o Brasil e o futebol sobreviveu a muitas noites dolorosas.

Carlo Ancelotti, o técnico da Seleção Brasileira, e Rodrigo Caetano, coordenador de futebol da Confederação Brasileira de Futebol, nos lembraram que este não é o fim de uma história, mas o início de um novo ciclo. Eles falaram de renovação, compromisso, paciência e confiança no futuro. Essas palavras importam. O Brasil se reerguerá — não porque a derrota seja fácil de superar, mas porque se reerguer faz parte de quem somos.

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Aos nossos amigos de Bangladesh, que sofrem conosco e celebram conosco como se o Brasil também fosse a sua casa, recebam nossa mais profunda gratidão. Seu carinho é um presente para o povo brasileiro. Em momentos como este, entendemos que o futebol pode criar uma irmandade mais forte do que distância, idioma ou fronteiras.

A camisa amarela brilhará novamente. A música voltará. A alegria voltará. E quando o Brasil se reerguer mais uma vez, lembraremos daqueles que estiveram ao nosso lado quando a noite foi mais difícil.

Com sincera gratidão e calorosa amizade,

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Paulo F. D. Feres
Embaixada do Brasil
Daca

Iuri Santos

Repórter de inovação e negócios no IM Business, do InfoMoney. Graduado em Jornalismo pela Unesp, já passou também pelo E-Investidor, do Estadão.