Copa do Mundo impulsiona movimento em restaurantes e deve aumentar tíquete médio

Estabelecimentos que ficam em áreas de maior circulação ou próximas de pontos ligados ao evento em si, como os estádios e as fan fests

Equipe InfoMoney

Anúncio da convocação de Neymar pelo técnico Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo - 18/05/2026 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
Anúncio da convocação de Neymar pelo técnico Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo - 18/05/2026 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

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A Copa do Mundo tem impacto direto no movimento de bares e restaurantes, que tende a crescer em função dos jogos do Mundial. Segundo a Associação Nacional de Restaurantes (ANR), o impacto de eventos como a Copa costuma ir além do crescimento do volume de clientes e também eleva o ticket médio.

“[Eventos como a Copa] tendem a atrair um público com maior predisposição ao consumo de experiências, aumentando o potencial de captura de valor pelos restaurantes, especialmente em cidades com maior vocação turística”, explica a ANR.

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Em 2026, esse impulso chega para um setor que já está em expansão. Em março deste ano, foi registrado um crescimento de 7,9% no setor na comparação anual, segundo dados do Mastercard SpendingPulse em parceria com a Associação Nacional de Restaurantes (ANR).

O aumento do fluxo e dos gastos, porém, não é uniforme, aponta a entidade. “Regiões preparadas para absorver esse tipo de demanda conseguem aproveitar melhor os ganhos, enquanto outras podem sentir efeitos mais moderados.”

A variação pode acontecer até mesmo dentro de uma mesma cidade, com maior impacto em estabelecimentos que ficam em áreas de maior circulação ou próximas de pontos ligados ao evento em si, como as fan fests, por exemplo.

O efeito causado pela Copa convive ainda com a sazonalidade no setor, com alguns meses tendo padrão de consumo mais elevado que outros, e com variações regionais, com comportamento diferente dos consumidores de estado para estado.

Para Erik Momo, presidente do conselho da ANR, o principal desafio está em transformar picos de demanda em resultado consistente. “O erro mais comum é tratar grandes eventos como uma oportunidade de volume quando, na prática, eles são uma oportunidade de reposicionamento momentâneo do negócio”, argumenta.

“O cliente que entra durante uma Copa não é necessariamente o mesmo do dia a dia, e quem ajusta experiência, oferta e operação para esse novo perfil consegue capturar valor de forma muito mais eficiente”, explica.

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Assim, ainda que eventos como a Copa impulsionem o setor, eles evidenciam também que transformar o momento em um crescimento sustentável passa necessariamente pela capacidade de adaptação de bares e restaurantes a diferentes perfis de consumo ao longo do ano.