Copa do Mundo de 2030 pode ter 66 seleções em nova expansão estudada pela Fifa

Discussão reaparece nos bastidores da entidade após pressão por mais vagas para países fora da elite do futebol mundial

Agência O Globo

Futebol - Copa do Mundo FIFA 2026 - Painel com lendas da FIFA antes do sorteio da Copa do Mundo - John F. Kennedy Center for the Performing Arts, Washington, D.C., EUA - 3 de dezembro de 2025
O Troféu da Copa do Mundo está exibido no evento
REUTERS/Jeenah Moon
Futebol - Copa do Mundo FIFA 2026 - Painel com lendas da FIFA antes do sorteio da Copa do Mundo - John F. Kennedy Center for the Performing Arts, Washington, D.C., EUA - 3 de dezembro de 2025 O Troféu da Copa do Mundo está exibido no evento REUTERS/Jeenah Moon

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A Fifa voltou a discutir nos bastidores uma nova expansão da Copa do Mundo IFA 2030. Mesmo antes da estreia do formato com 48 seleções no Mundial de 2026, cresce internamente a ideia de ampliar o torneio para até 66 equipes já na edição seguinte.

De acordo com o jornal espanhol As, a proposta, que meses atrás era tratada como improvável, ganhou novo impulso após manifestações favoráveis de federações e da Conmebol, que defende maior inclusão de países historicamente fora da elite do futebol.

Nos corredores da Fifa, o discurso encontra respaldo na visão defendida pelo presidente Gianni Infantino, que frequentemente trata a Copa do Mundo como um evento global de celebração e expansão do esporte.

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A avaliação é de que o aumento de vagas permitiria a presença de seleções raramente vistas em Mundiais e ampliaria o alcance político e comercial da competição.

A edição de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, já marcará a estreia do novo formato com 48 equipes — salto significativo em relação às 32 seleções das últimas décadas. Com a ampliação, países como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão aparecem como possíveis participantes inéditos ou raros em Copas do Mundo.

Agora, dirigentes ligados à Fifa enxergam espaço para tornar o torneio ainda mais abrangente em 2030. A próxima Copa terá sede principal em Espanha, Portugal e Marrocos, além de partidas comemorativas previstas em Argentina, Uruguai e Paraguai, em celebração ao centenário do torneio.

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Apesar do avanço da discussão, a proposta ainda está longe de ser oficializada. A Fifa sequer iniciou integralmente o planejamento estrutural do Mundial de 2030, processo que deve ganhar força apenas após a final da Copa de 2026, marcada para julho daquele ano.

Além disso, existem dúvidas logísticas importantes envolvendo estádios e cidades-sede. Na Espanha, por exemplo, Málaga já foi retirada da disputa para receber partidas, enquanto Bilbao e San Sebastián ainda vivem cenário de incerteza. Mesmo assim, o tema deixou de ser tratado como inviável dentro da entidade.

Nos bastidores, dirigentes enxergam o Mundial de 2026 como uma espécie de laboratório para medir o impacto esportivo, comercial e operacional da expansão para 48 seleções. Dependendo dos resultados, o debate sobre 66 equipes pode ganhar ainda mais força.

Enquanto isso, outra proposta defendida anteriormente pela Fifa parece perder espaço: a realização do Mundial de Clubes da FIFA a cada dois anos.