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Os argentinos que ficaram nas ruas na noite de domingo após a perda da final da Copa do Mundo para a Espanha comemoraram, a princípio, a campanha de sua seleção no torneio. Mas a noite acabou em violência, com um balanço de cerca de 15 pessoas presas e relatos de feridos após confronto entre torcedores e policiais.
Segundo os jornais e sites argentinos, a noite começou com a multidão triste pelo resultado do jogo, mas mostrando apoio ao selecionado de Lionel Scaloni. Mas pouco antes da meia noite torcedores bêbados passaram a hostilizar as forças de segurança destacadas para o centro da capital Buenos Aires, especialmente na região do Obelisco.
Começou então uma batalha, com pedras, garrafas e fogos sendo jogados contra policiais, que respondiam com gás lacrimogêneo, spray de pimenta e jatos de água.
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A operação especial de segurança para os torcedores que resolveram assistir ao jogo no local de maior concentração envolveu cerca de 1000 policiais, cercas e caminhões de hidrantes.
Segundo o jornal La Nación, a concentração de torcedores da seleção nacional começou às 18h, mas seu pico aconteceu por volta das 20h, com o cair da noite e uma garoa leve. Entre canções de estádio, cumprimentos e lágrimas pelo resultado da partida, de uma hora para outra começou uma onda de violência com objetos sendo lançados contra os policiais.
A força policial avançou contra os agressores e um caminhão com hidrante tentou dispersar a concentração na Avenida 9 de Julho. Nesse momento, os manifestantes ultrapassaram as cercas de perímetro instaladas para conter aglomerações.
Uma das testemunhas dos incidentes disse ao canal de TV do La Nación que pessoas começaram a garrafas para o alto, o que causou a intervenção policial. Um homem com sangue na cabeça disse ter sido atingido por balas de borracha.
Em incidentes separados o site Notícias Argentinas Noticias argentinas relatou que dois homens morreram em Bueno Aires após sofrerem paradas cardíacas durante a final da Copa e que um terceiro está hospitalizado. Também houve um relato de um torcedor de 47 anos que caiu de uma altura de quatro metros e fraturou o pé.
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Os serviços de emergência relataram ainda diversos casos de intoxicação alcoólica, traumas, ferimentos cortantes e de contusão no rosto, ligados a quedas e brigas no meio da desconcentração pós-jogo.