Com CR7 de embaixador, Copa do Mundo de esportes eletrônicos paga prêmio de R$ 400 mi

Em entrevista, o diretor de operações da Esports World Cup Foundation, Mike McCabe, detalhou as novidades do evento

Danilo Lavieri

Copa do Mundo de e-sports terá prêmio de R$ 400 milhões - Divulgação
Copa do Mundo de e-sports terá prêmio de R$ 400 milhões - Divulgação

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A Esports World Cup Foundation, organização que se posiciona como uma espécie de FIFA dos esportes eletrônicos, anunciou nesta terça-feira (20) um dos pontos mais aguardados da próxima edição da Esports World Cup. A Copa do Mundo dos esportes eletrônicos será disputada entre 6 de julho e 23 de agosto, na Arábia Saudita, e terá premiação total recorde de US$ 75 milhões (o equivalente a cerca de R$ 403 milhões) em prêmios para os participantes. Na terceira edição do evento, a meta dos organizadores é bater marcas históricas de público e audiência, além de dar continuidade a um plano de expansão que já leva a entidade a cogitar a realização do torneio fora de Riade.

Em entrevista coletiva da qual o InfoMoney participou, o diretor de operações da Esports World Cup Foundation, Mike McCabe, detalhou as novidades do evento. Segundo o executivo, a competição entra em uma nova fase de maturidade. “Nosso foco até agora foi estruturar o evento. O primeiro ano foi de estabelecimento, o segundo de escala, e o terceiro é de integração e consolidação”, afirma McCabe, que também ocupa o cargo de vice CEO da organização.

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De acordo com o dirigente, o projeto é guiado por uma estratégia de longo prazo, com foco na sustentabilidade econômica do ecossistema dos esportes eletrônicos. “O objetivo não é gerar lucro no curto prazo, mas construir um modelo financeiramente equilibrado, capaz de se sustentar ao longo dos anos. Estamos trabalhando com uma visão de longo prazo. A meta é que, até 2030, a Esports World Cup esteja operando dentro de um modelo plenamente sustentável”, acrescenta.

Mesmo em um mercado global em expansão, a premiação total de US$ 75 milhões chama atenção. O montante será distribuído entre mais de 2 mil jogadores e cerca de 200 equipes que participarão da competição. O volume de recursos e o interesse crescente do mercado também se refletem no portfólio de patrocinadores do torneio, que na edição passada contou com Cristiano Ronaldo como embaixador.

“Hoje contamos com um portfólio robusto de patrocinadores e parceiros estratégicos, como Hilton, STC Group, PepsiCo, Aramco, AWS e Lenovo. Esses parceiros são fundamentais para a construção do projeto e refletem tanto o alcance global quanto a força local da Esports World Cup”, diz McCabe.

Atualmente diretamente associada à Arábia Saudita, a Esports World Cup Foundation estabeleceu como meta bater todos os recordes de público em 2026, tanto presencialmente em Riade quanto em audiência nas plataformas digitais.

Os ingressos para a edição deste ano começam a ser vendidos em 22 de janeiro. Os organizadores também não descartam levar o evento para outros países no futuro, embora todas as edições até agora tenham sido realizadas na capital saudita.

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“Acreditamos que, nos próximos anos, estaremos em uma posição muito mais sólida para trabalhar com novos parceiros e países na possibilidade de sediar o evento”, afirma o representante da fundação.

Além da Esports World Cup, a organização anunciou a criação da Esports Nations Cup, torneio entre seleções nacionais que terá sua primeira edição em novembro deste ano, também em Riade. Para viabilizar a competição, a EWCF iniciou um processo de candidatura para a escolha de parceiros nacionais oficiais, que atuarão como federações em seus respectivos países e ajudarão na definição de equipes e atletas.Junto ao lançamento da Esports Nations Cup, a fundação revelou ainda a criação de um fundo de investimento voltado ao desenvolvimento dos esportes eletrônicos em nível de seleções nacionais. O projeto prevê aportes de US$ 20 milhões por ano para fomentar a modalidade em diferentes países.

Danilo Lavieri

Danilo Lavieri é jornalista experiente em cobertura de esportes, especialmente em bastidores e negócios do mundo do futebol. Atualmente, é colunista do UOL e comentarista do Canal UOL, com passagens por Abril, iG e Máquina do Esporte, com direito a coberturas de três Copas e outras importantes competições de futebol de clubes e seleções.