Atletismo: Caio e Piu vão ao pódio em Tóquio, na melhor campanha do país em mundiais

Campeão mundial inédito, atleta da marcha atlética foi tietado por compatriotas

Agência O Globo

Campeonato Mundial de Atletismo Tóquio 2025 - Cerimônia de Premiação da Marcha Atlética Masculina 20 km - Estádio Nacional do Japão, Tóquio, Japão - 20 de setembro de 2025
O medalhista de ouro, Caio Bonfim, do Brasil, celebra no pódio
REUTERS/Eloisa Lopez
Campeonato Mundial de Atletismo Tóquio 2025 - Cerimônia de Premiação da Marcha Atlética Masculina 20 km - Estádio Nacional do Japão, Tóquio, Japão - 20 de setembro de 2025 O medalhista de ouro, Caio Bonfim, do Brasil, celebra no pódio REUTERS/Eloisa Lopez

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O hino do Brasil tocou no Japão! Após Caio Bonfim ser campeão mundial, nos 20 km da marcha atlética, pela primeira vez no fim da noite anterior (pelo horário de Brasília), a cerimônia de premiação ocorreu no início da manhã deste sábado, no Estádio Nacional de Tóquio. Sorridente e no alto do pódio, o brasileiro mordeu a medalha de ouro. Alison dos Santos, o Piu, também recebeu sua medalha de prata dos 400 metros com barreiras nesta manhã. Esta é a melhor campanha brasileira em mundiais.

Maior medalhista brasileiro em mundiais, com quatro medalhas em oito edições disputadas, Caio precisou encarar uma prova cheia de reviravoltas que terminou com o chinês Wang Zhaozhao em segundo, com a prata, e o espanhol Paul McGrath, com o bronze.

O título fez com que o atleta de Sobradinho fosse tietado. Alison dos Santos, por exemplo, exaltou o compatriota numa rede social: “O maior da história”. Nas arquibancadas do estádio, o halterofilista Fernando Reis, integrante da Confederação Brasileira de Atletismo, posou ao lado de Caio — que exibia orgulhosamente a medalha de ouro — e de Gianetti Sena, mãe e treinadora do campeão.

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“Parabéns, Caio e Gia. O que vocês fazem pelo esporte nos inspira e nos faz acreditar que sempre podemos mais”, escreveu Fernando.

Além do ouro inédito, Caio tem na bagagem dois bronzes, em Londres-2017 e Budapeste-2023, e a prata conquistada no início do Mundial deste ano, na prova de 35 km. Os outros campeões brasileiros são Piu (400 metros com barreira em Eugene-2022) e Fabiana Murer, no salto com vara em Pequim-2015.

Piu: ‘Não dar meu máximo é jogar meu dom no lixo’

Na prova de 400m com barreiras, Alison dos Santos terminou com o segundo melhor tempo (46s84) e faturou a prata. O título ficou com o americano Rai Benjamin, atual campeão olímpico (46s52), e o catari Abderrahman Samba ficou com o bronze, com 47s06. O trio subiu ao pódio no Estádio Nacional de Tóquio nesta manhã.

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“Não dar meu máximo é jogar meu dom no lixo”, escreveu Piu no Instagram após o vice-campeonato. Esta é sua segunda medalha em mundiais. A primeira foi o ouro em 2022, também nos 400 metros com barreiras.

Com as duas medalhas de Caio Bonfim e a prata de Piu, o Brasil vive sua melhor campanha em mundiais. Até então, o melhor resultado havia sido em Sevilha-1999, com duas pratas — de Claudinei Quirino, nos 200 metros rasos, e de Sanderlei Parrela, nos 400 metros rasos — e o bronze no revezamento 4x100m.