Brasileiros gastam até 15 vezes mais em cidades-sede nos jogos da Seleção nos EUA

Na Filadélfia, o pico chegou a 1.580% em relação à média diária registrada ao longo de junho

Iuri Santos

Vista geral do interior do estádio antes do segundo tempo de Brasil x Noruega pela Copa do Mundo. (Foto: REUTERS/Omar Aziz
Vista geral do interior do estádio antes do segundo tempo de Brasil x Noruega pela Copa do Mundo. (Foto: REUTERS/Omar Aziz

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Torcedores brasileiros movimentaram até 15 vezes mais recursos nos dias de jogos da Seleção nas cidades que sediaram as partidas, segundo levantamento do Inter.

Dados de clientes da companhia mostram que, em comparação com a média diária registrada ao longo de junho, o volume de transações subiu 107% em Nova York, 167% em Miami e 1.580% na Filadélfia, onde foi registrado o maior pico no período analisado.

As cidades que receberam partidas da Seleção Brasileira concentraram 16% de todo o volume financeiro movimentado pelos clientes da Conta Global do Inter nos Estados Unidos, Canadá e México.

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O dado reforça outros movimentos observados durante o torneio: levantamento do Bank of America mostra que os gastos com cartões nas cidades-sede cresceram 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, puxados principalmente pelos turistas.

De acordo com o levantamento, estádios, fan fests, restaurantes e estabelecimentos ligados à experiência do evento concentraram um maior número de compras de menor valor.

Ao mesmo tempo, outro perfil de consumo, ligado a varejistas de eletrônicos e tecnologia, registrou tíquetes médios significativamente mais altos e menor número de transações, sinalizando que os brasileiros também aproveitaram a viagem para fazer compras de maior valor agregado.

Iuri Santos

Repórter de inovação e negócios no IM Business, do InfoMoney. Graduado em Jornalismo pela Unesp, já passou também pelo E-Investidor, do Estadão.