Publicidade
O Brasileirão terá 10 mudanças relacionadas à arbitragem a partir da próxima rodada, a 23ª. Dirigentes de todos os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reuniram com os dirigentes da CBF nesta segunda-feira, 10, no Rio, e aprovaram a implementação das novas regras.
As novas regras foram propostas pela International Football Association Board (IFAB) antes do Mundial e foram criadas com a ideia de combater a cera, deixar as partidas mais dinâmicas e reduzir a perda de tempo. Também foram definidos ajustes no protocolo do VAR. O árbitro de vídeo poderá intervir mais vezes, ampliando sua atuação no jogo, e ficará mais “poderoso”. A maioria das normas discutidas e aprovadas foi adotada pela Fifa na última Copa do Mundo.
Todos presidentes de clubes presentes no encontro concordaram com as mudanças. Alguns, porém, segundo apurou o Estadão, consideraram prematuro implementar as alterações neste momento. Mesmo assim, a maioria aprovou. As alterações serão aplicadas em todas as divisões do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Feminino A1.
Entre as normas aprovadas está a chamada “Lei Vini Jr.”, que pune com cartão vermelho o jogador que tapar a boca em discussões com adversários.
Na reunião, a CBF apresentou os estudos sobre impactos das mudanças das regras e mostrou o cronograma para a adoção nos torneios organizados pela entidade.

Terremoto na Colômbia pode mudar calendários de Libertadores e Sul-Americana
Dois times colombianos – Deportes Tolima e Independiente Santa Fé – têm partidas agendadas pela Libertadores da América e pela Sul-Americana na terça e quarta-feira

Uefa, Ásia e Concacaf se unem contra Infantino e pedem investigação independente
Carta aberta diz que presidente da Fifa “quebrou a confiança” ao propor venda de 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo
A CBF argumenta que a prioridade, com as mudanças, é aumentar o tempo de bola rolando nas partidas, problema evidenciado em relatório produziu com dados da empresa OPTA Stats Perform que mostrou que, até a parada para a Copa do Mundo, o tempo médio de bola rolando no Brasileirão era de 52 minutos e 54 segundos. A meta da Fifa é de 60 minutos de bola rolando.
AS NOVAS REGRAS APROVADAS:
1 – Oito segundos com a bola nas mãos: goleiro que exceder o limite gera escanteio ao adversário.
2 – Cinco segundos para arremesso lateral: contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.
3 – Cinco segundos para cobrar tiro de meta: árbitro apita e conta cinco segundos. Caso goleiro exceda tempo, é concedido escanteio ao adversário.
Continua depois da publicidade
4 – Dez segundos para deixar o campo em substituições: jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo rapidamente, sem caminhar.
5 – Um minuto fora após atendimento: jogador que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.
6 – Jogador de linha fica fora por um minuto após atendimento ao goleiro: treinador ou capitão indica quem cumpre o minuto fora.
Continua depois da publicidade
7 – Somente o capitão fala com o árbitro: um único interlocutor por equipe durante toda a partida.
8 – ‘Lei Vini Jr: vermelho para quem tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário.
VAR mais ‘poderoso’
A atuação do árbitro de vídeo foi ampliada. Antes, o VAR podia intervir em quatro tipos de lance: gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação. Agora, o novo protocolo prevê mais duas correções:
Continua depois da publicidade
Checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo: árbitro de vídeo pode revisar cartão que resulta em expulsão.
9 – Checagem de VAR para escanteio concedido por engano (aprovada para 2027): Revisável quando levar diretamente a gol ou pênalti.
10 – O VAR pode avisar ao árbitro sem que ele tenha de ir ao monitor rever o lance, já que são lances objetivos.