Balogun mantém discrição em campo após polêmica por cartão

Atacante dominou manchetes no dia da partida após suspensão dos efeitos de seu cartão vermelho

Reuters

Folarin Balogun após jogo dos Estados Unidos contra Bélgica em 6 de julho de 2026 I (Foto: MAGN IMAGES via Reuters/Blake Dahlin)
Folarin Balogun após jogo dos Estados Unidos contra Bélgica em 6 de julho de 2026 I (Foto: MAGN IMAGES via Reuters/Blake Dahlin)

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Depois de dominar as manchetes do futebol mundial por 24 horas, o atacante norte-americano Folarin Balogun mal mereceu uma menção na partida de segunda-feira contra a Bélgica, quando os co-anfitriões foram eliminados da Copa do Mundo nas oitavas de final.

Os três gols e a liderança ofensiva do jogador de 25 anos ajudaram os EUA a liderarem seu grupo e a derrotarem a Bósnia nos 16 avos de final.

No entanto, os torcedores norte-americanos temiam ficar sem sua arma mais potente nas oitavas de final em Seattle, depois que ele recebeu um cartão vermelho contra a Bósnia, o que acarretava uma suspensão automática de uma partida.

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A Fifa tomou então a controversa decisão de suspender a punição de Balogun, com o presidente dos EUA, Donald Trump, atribuindo a si mesmo o mérito.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que os órgãos judiciais da entidade haviam atuado “de forma independente e autônoma”, mas a reversão da decisão gerou acusações de que a Fifa teria cedido à pressão política, enquanto o técnico da Bélgica, Rudi Garcia, comentou que aquilo devia ser uma piada de 1º de abril.

A história de Balogun também ganhou destaque.

Ele adquiriu a cidadania norte-americana por nascimento depois que sua mãe nigeriana não pôde retornar a Londres de uma viagem a Nova York porque estava com a gravidez muito avançada para voar.

Ela levou o filho recém-nascido de volta ao Reino Unido quando ele tinha um mês de idade, onde ele cresceria antes de, por fim, optar por representar os Estados Unidos.

Trump tem pedido repetidamente o fim da cidadania por direito de nascimento.

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Apesar do clamor internacional contra a decisão da Fifa, o meio-campista norte-americano Tyler Adams disse após a partida que a equipe, em grande parte, não estava ciente da controvérsia.

O Seattle Stadium explodiu em aplausos para Balogun quando ele entrou em campo. Ao longo da partida, porém, ele enfrentou dificuldades contra a defesa obstinada da Bélgica.

Adams disse que Balogun “tentou hoje marcar presença e incomodar a defesa adversária; em alguns momentos, ele conseguia receber a bola nas costas da defesa e fazer o que sabe fazer, mas simplesmente não teve muitas oportunidades”.

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A Bélgica, que saiu com uma vitória por 4 x 1, limitou Balogun a apenas três chutes a gol, sendo um deles no alvo.

Ele, no entanto, teve participação no gol dos EUA, ao sofrer a falta que Malik Tillman converteu aos 31 minutos.

Não houve muito mais o que comemorar para os norte-americanos.