Atletas pedem à FIFA o fim de jogos em horários de alto risco por calor na Copa-2026

União global dos jogadores de futebol fez um apelo à Fifa para que abandone a realização de partidas em horários de meio-dia e tarde nos EUA, Canadá e México

Gabriel Garcia IA InfoMoney

Futebol - Copa do Mundo de Clubes da FIFA - Oitavas de final - Inter de Milão x Fluminense - Bank of America Stadium, Charlotte, Carolina do Norte, EUA - 30 de junho de 2025. Jogadores do Inter de Milão durante pausa para hidratação. REUTERS/Susana Vera
Futebol - Copa do Mundo de Clubes da FIFA - Oitavas de final - Inter de Milão x Fluminense - Bank of America Stadium, Charlotte, Carolina do Norte, EUA - 30 de junho de 2025. Jogadores do Inter de Milão durante pausa para hidratação. REUTERS/Susana Vera

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A união global dos jogadores de futebol (Fifpro) fez um apelo à Fifa para que abandone a realização de partidas em horários de meio-dia e tarde em locais considerados de “risco extremamente alto” devido ao calor na Copa do Mundo de 2026. As informações são do site The Athletic.

A preocupação é com a saúde dos atletas, que podem sofrer lesões relacionadas ao estresse térmico em cidades como Kansas City e Miami, nos EUA, e Monterrey, no México.

Um relatório da Fifpro, que representa mais de 70 mil jogadores profissionais, classificou essas cidades como as mais perigosas para jogos em horários quentes.

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Outras sedes, como Atlanta, Dallas e Houston, também foram apontadas como de alto risco, mas a expectativa é que o uso de tecnologia, como telhados retráteis e controle climático, minimize os impactos nesses locais.

Cidades como Boston, Filadélfia e Guadalajara foram consideradas de risco muito alto, enquanto Los Angeles e Nova York/New Jersey ficaram na categoria de risco alto.

Durante a disputa do Mundial de Clubes nos Estados Unidos neste ano, as condições climáticas já causaram atrasos e preocupações.

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A Fifpro criticou a realização de partidas em horários de calor extremo, como os jogos entre Chelsea e Esperance de Tunis, e Paris Saint-Germain e Atlético de Madrid, em Los Angeles.

A entidade teme que interesses comerciais, especialmente para atender audiências globais na Europa e Ásia, possam prevalecer sobre a segurança dos jogadores.

O diretor médico da Fifpro, Vincent Gouttebarge, sugeriu que os jogos em locais de alto risco deveriam ser programados para horários mais tardios, evitando o pico de calor.

A entidade também propõe a extensão do intervalo e a adoção de pausas para hidratação e resfriamento mais frequentes durante as partidas, medidas que já estão sendo testadas no Mundial de Clubes.

Apesar das recomendações, a Fifpro reconhece que não tem poder para impor mudanças à FIFA, podendo apenas exercer pressão informal.

O secretário-geral da entidade, Alex Phillips, afirmou que a experiência do Mundial de Clubes pode levar a uma maior flexibilidade da FIFA, mas que a decisão final sobre os horários dos jogos será anunciada após o sorteio dos grupos, previsto para dezembro.