Árbitro de vídeo de Alemanha e Curaçao é acusado de gesto neonazista em transmissão

Antes de partida que terminou com goleada da seleção alemã, australiano Shaun Evans, fez o gesto do "OK" invertido, designado como símbolo de ódio racial desde 2019

Roberto de Lira Agências de notícias

Evans, à esquerda, faz gesto identificado como de defesa da supremacia branca (Foto: Reprodução do Youtube da CazéTV/@CazéTV)
Evans, à esquerda, faz gesto identificado como de defesa da supremacia branca (Foto: Reprodução do Youtube da CazéTV/@CazéTV)

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O monitor de discriminação da FIFA na Copa do Mundo pediu nesta segunda-feira (15) o afastamento de um dos responsáveis pelo VAR na partida entre Alemanha e Curaçao, disputada no domingo em Houston, no Texas. O australiano Shaun Evans, oficial de revisão de vídeo da partida apareceu no vídeo supostamente fazendo um gesto relacionado aos supremacistas brancos.

O gesto classificado como racista foi feito antes da partida, durante a apresentação da arbitragem de vídeo. Quando os oficiais do VAR foram mostrados na transmissão ao vivo, Evans fez um símbolo de “OK” invertido com a mão direita na frente da perna direita.

Desde 2019, esse gesto feito com o polegar e o indicador tocados em círculo e outros dedos estendido foi designado como símbolo de ódio pela Anti-Defamation League, sediada em Nova York.

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“O conselho de nossos especialistas é que o gesto usado claramente se assemelha a um símbolo de mão ‘OK’ invertido, usado como símbolo de ‘poder branco’ (‘white power’) em círculos globais de extrema-direita”, disse a rede Fare, parceira da FIFA e da federação europeia de futebol (UEFA) para monitorar cânticos, bandeiras e símbolos racistas e discriminatórios em jogos internacionais.

“Claramente, esse árbitro não deveria ter mais papel nesta Copa do Mundo”, disse a rede Fare no comunicado, descrevendo o gesto como “neonazista.”

A FIFA ainda não se pronunciou.