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Bem-humorado apesar do atraso no voo da seleção brasileira com destino a Miami, o técnico Carlo Ancelotti espera que o Brasil repita contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, o desempenho que teve no triunfo por 3 a 0 sobre o Haiti.
Para o técnico, aquela performance foi satisfatória. E um nova atuação semelhante deixará a equipe perto de uma nova vitória na Copa do Mundo, ele entende.
“Acho que temos que tentar repetir o que fizemos no primeiro tempo contra o Haiti. Evitar erros, ter intensidade, é a linha que temos que seguir. Vejo a equipe melhorando no treino”, afirmou.
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“A estratégia é a mesma que tivemos contra o Haiti: tentar controlar o jogo, ter qualidade no meio do campo, boa saída de bola e efetividade na frente”, emendou, explicando o que deseja que façam seus comandados diante dos escoceses.
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Mais do que vencer, o Brasil, com quatro pontos, pode precisar de um triunfo largo para confirmar a liderança do Grupo C sem ter de secar o Marrocos, segundo colocado que encara o já eliminado Haiti.
Neymar, recuperado depois de um mês em tratamento, estará à disposição e pode estrear na Copa do Mundo. Ancelotti reforçou que conta com camisa 10, embora não diga se planeja utilizá-lo já contra a Escócia e por quanto tempo.
“Neymar está disponível, trabalhou bem, se preparou bem, pode jogar. Estamos muito contentes que está de volta porque, obviamente, com a qualidade dele pode ajudar o time.”
A postura do astro brasileiro nos treinos foi elogiável, segundo o italiano, que nunca havia trabalhado com o jogador. “Conhece todos os companheiros, trabalhou bem, com seriedade, tentando se recuperar o quanto antes. Ele reúne experiência, conhecimento do jogo, ajuda os jovens, está fazendo tudo muito bem.”
O técnico também está contente com Endrick, que aguarda uma chance entre os titulares. Ele afirma entender o clamor da torcida, ansiosa para que o jovem atacante de 19 anos jogue mais – diante dos haitianos, o garoto estreou e até balançou a rede, mas estava impedido.
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O comandante não deu indicativos de quem será o substituto de Raphinha, ausente em decorrência de uma lesão muscular. Apenas elogiou Rayan, o escolhido para substituir o atacante do Barcelona durante o duelo com o Haiti. O jogador do Bournemouth é um dos que brigam pela vaga. Luiz Henrique também está no páreo.
“O Rayan fez um bom jogo, tem muito potencial, e tem outros jogadores que podem se adaptar ao sistema”, limitou-se a dizer. “Temos jogadores fantásticos na frente.”
A entrevista estava marcada para as 19h15, no horário local, mas começou quase duas horas mais tarde porque o voo que levou a delegação brasileira do aeroporto de Newark a Miami atrasou devido ao mau tempo. Os atletas e a comissão técnica só chegaram ao Hard Rock Stadium perto das 21h.
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“A experiência tem sido bonita aqui. Uma experiência viva. É bom até dar coletiva às 9h da noite”, brincou o treinador. “Vai ser bonito aconteça o que acontecer. Temos qualidade e a confiança de que pode ser um bom Mundial para nós.”