Adidas, Nike e Puma vestem mais seleções na Copa, mas perdem participação ante 2022

Mesmo fornecendo materiais para 11 países a mais do que em 2022, novo formato com 48 países diluiu percentualmente a dominância das empresas líderes

Iuri Santos

Ativos mencionados na matéria

Camisa da Seleção Brasileira feita pela Nike. (Foto: Divulgação/Nike)
Camisa da Seleção Brasileira feita pela Nike. (Foto: Divulgação/Nike)

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Nike (NIKE34), Adidas e Puma dominam com distância o fornecimento de material esportivo para as seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026. Sob a expectativa de aumento bilionário nas vendas de camisas, as três principais marcas sofreram, por outro lado, uma diluição em sua participação nos uniformes nesta edição causada pelo aumento no número de participantes.

O trio terá suas marcas estampadas em 37 dos 48 times nacionais que entram em campo a partir de junho, o equivalente a 77% do total. O número representa uma queda percentual em relação aos 81% alcançados pela soma das marcas na Copa do Mundo do Catar, em 2022, quando apenas 32 países disputavam o torneio.

Campeã entre as fornecedoras, a Adidas desenvolveu os uniformes de 14 das seleções, o dobro da última Copa, incluindo as campeãs mundiais Alemanha, Argentina e Espanha. O torneio será o encerramento de uma parceria de quase 80 anos entre a tetracampeã Alemanha com a empresa de mesma nacionalidade, em um contrato que rendia cerca de 50 milhões de euros (quase R$ 295 milhões) ao ano à seleção alemã.

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Ao final de 2025, a empresa já registrava um aumento de 17% nos estoques, atingindo 5,832 bilhões de euros, reflexo do crescimento planejado de receita bruta pela Adidas com compras relacionadas à Copa do Mundo. Ainda no ano passado, a empresa já registrava um aumento de 20% nas receitas com vestuário, impulsionado pelos uniformes das seleções, mostram os demonstrativos financeiros anuais da companhia em 2025.

Nike e Puma acompanham de perto a concorrente com 12 e 11 seleções, respectivamente. A diluição da participação dessas três fornecedoras no torneio de 2026 não significou uma queda no número total de seleções patrocinadas por elas. Na verdade, a adição de países no torneio sediado nos Estados Unidos, México e Canadá fez com elas aumentassem sua participação bruta em 11 times na comparação com a edição do Catar.

Uma análise feita pela RBC Capital Markets aponta que a competição pode adicionar, sozinha, US$ 1,3 bilhão em receitas à Nike. Durante a última teleconferência de resultados da companhia no trimestre concluído em março, o CEO Elliot Hill afirmou que as reservas de produtos por parceiros atacadistas aumentaram 40% em relação à Copa do Mundo de 2022.

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“Para garantir o cumprimento do nosso compromisso com o mercado, renovaremos mais de 100 lojas da Nike Direct e 1,4 mil pontos de venda de parceiros em todo o mundo, e nossa equipe de marketing está investindo significativamente para inspirar os fãs de futebol em todos os lugares”, afirmou Hill

Sozinha, a Nike responde pelo material esportivo de quatro das oito seleções que já levantaram a taça da Copa do Mundo: Brasil, França, Uruguai e Inglaterra. Apenas pelo contrato com a Seleção Brasileira, a empresa norte-americana desembolsa US$ 100 milhões por ano, além de verbas variáveis. Mesmo assim, a empresa anotou queda na quantidade de seleções em comparação à última Copa, quando teve 13 representantes.

Em seu relatório financeiro anual, a Puma não faz projeções ou divulga dados específicos sobre as expectativas para a Copa do Mundo. A marca não patrocina nenhuma campeã mundial, mas fornece materiais para a promissora seleção de Portugal, além de Egito, Marrocos e mais oito países. Em 2022, a fornecedora alemã tinha apenas 6 participantes.

Mais vagas, novas marcas

Além de Nike, Adidas e Puma, as únicas marcas que estiveram na última Copa, em 2022, e retornam para esta edição são a italiana Kappa, com a Tunísia, bem como Majid e Marathon, fornecedoras locais de Irã e Equador. Oito outras são estreantes ou não tiveram representantes no Catar.

Entre as empresas com menor representatividade, a espanhola Kelme é a única a desenhar os uniformes de mais de um time nacional, com Bósnia e Herzegovina e Jordânia. Fundada há 60 anos, a companhia também é responsável pelas fardas do inglês Watford e do Espanyol, da La Liga, no futebol de clubes.

Confira os fornecedores das demais seleções:

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SeleçãoFornecedora de material esportivo
Cabo VerdeCapelli
República Democrática do CongoUmbro
HaitiSaeta
PanamáReebok
TunisiaKappa
Uzbequistão7Saber

Iuri Santos

Repórter de inovação e negócios no IM Business, do InfoMoney. Graduado em Jornalismo pela Unesp, já passou também pelo E-Investidor, do Estadão.