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Análise técnica: conheça mais sobre o uso dos osciladores

Osciladores como momentum, IFR e estocástico podem ser muito úteis para identificar pontos de entrada ou saída

SÃO PAULO - Dentre os indicadores de análise técnica, os osciladores, como o momentum, o estocástico ou o IFR, ficam entre os mais usados. Eles complementam de forma muito eficiente o estudo de tendências, permitindo que o investidor identifique pontos de entrada e saída, mesmo em mercados sem tendência, onde os preços flutuam em uma banda horizontal.

Além disso, estes indicadores são bastante úteis para analisar os pontos extremos de uma tendência, facilitando a identificação de patamares onde o mercado já subiu demais (overbought) ou já caiu demais (oversold). Ou seja, os osciladores podem ajudar a indicar, dentro de uma tendência de alta ou baixa, um possível ponto de reversão.

Para ser usado em linha com a tendência
Os osciladores são conhecidos como indicadores secundários, já que devem ser analisados em linha com uma tendência de mercado. Isso traz uma importante lição: a eficácia destes indicadores é muito maior quando o sinal de compra ou venda fica em linha com a tendência de mercado.

A eficiência também varia de acordo com o ponto no qual o ativo se encontra na tendência: no início do movimento estes indicadores muitas vezes são pouco eficientes, podendo, inclusive, trazer conclusões equivocadas. Por outro lado, próximo do fim do movimento de mercado, estes indicadores ganham importância, se tornando uma ferramenta quase indispensável.

Como são construídos
Embora existam diversos indicadores classificados como osciladores, a maioria é construída de forma similar, usando princípios relativamente simples. Em geral, eles trabalham com uma linha central, muitas vezes conhecida como linha zero. O cruzamento desta linha para cima pode indicar um ponto de compra, com o inverso ocorrendo quando a linha é cruzada de cima para baixo.

Eles em geral são apresentados embaixo de um gráfico de preços, e seus picos e vales tendem a ficar em linha com os picos e vales dos preços. A diferença é que alguns, como o IFR, por exemplo, apresentam banda superior e inferior, variando de 0 a 100.

A forma de interpretação mais comum é que, quando o oscilador atinge um valor no topo de sua banda, isso pode indicar que o movimento de alta foi longe demais, com o inverso valendo quando o indicador atinge valores muito próximos à parte inferior da banda.

Conheça os mais utilizados
O mais simples e um dos mais utilizados entre os osciladores é o momentum. O indicador mede a velocidade com que os preços variam em relação aos níveis de preços atuais de um determinado ativo. Desta forma, o momentum é derivado da contínua diferença de preços para um determinado intervalo de tempo pré-definido, sendo 10 dias o mais usado.

Já o IFR, ou Índice de Força Relativa, oscila dentro de uma escala que vai de 0 a 100, sendo que alguns analistas afirmam que oscilações acima dos 70 pontos indicam que o mercado está "comprado" e oscilações abaixo dos 30 pontos indicam que o mercado está "vendido".

Por fim, o estocástico revela, em termos percentuais, a relação da cotação atual de um ativo com seu maior ou menor preço em um determinado período de tempo, geralmente 14 dias. O indicador é composto por duas linhas, a K, considerada mais rápida (ou mais sensível), e a linha D, mais lenta e acompanhada mais de perto pelos analistas.

 

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