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Cuidados a serem tomados antes de entrar em um consórcio

Apesar da vantagem de não ter que arcar com o pagamento de juros é preciso cuidado antes de entrar em um consórcio

SÃO PAULO - Por mais animado que você esteja com a possibilidade de participar de um consórcio e, finalmente, conseguir realizar um sonho antigo de consumo, é importante tomar algumas precauções, pois só assim você garante a realização tranqüila deste sonho.

Abaixo, listamos alguns cuidados que você deve ter antes de assinar o contrato e se tornar um participante do grupo de consórcio.

  • Verifique a credibilidade da administradora
    Nunca aceite participar de um consórcio, sem antes checar junto ao Banco Central (BC), que é o órgão que regulamenta o setor, se a administradora do consórcio em questão está autorizada a funcionar e formar novos grupos.

    Para entrar em contato com o BC, você deve usar o telefone 0800-992345, que também pode ser usado para reclamações sobre os serviços prestados pela administradora do consórcio. Informe-se junto às entidades de defesa do consumidor se existem reclamações contra a empresa.

  • Compare os benefícios oferecidos
    Algumas administradoras, por exemplo, optam por aumentar o número de sorteios, o que acaba reduzindo o prazo do consórcio. Outras oferecem sorteios que permitem a quitação do saldo devedor, e exigem menos garantias na liberação do crédito.

  • Avalie sua capacidade financeira
    As prestações do consórcio podem ser ajustadas pelo preço do bem ou, em caso de atraso, pelas multas e encargos. Estime qual o máximo do seu orçamento que pode ser comprometido com o pagamento das prestações. Sempre deixe uma folga para eventuais aumentos na prestação, pois, caso contrário, você pode acabar tendo dificuldades financeiras e sendo forçado a abandonar o grupo.

  • Verifique critérios de transferência
    Caso tenha que desistir do grupo, sua melhor opção é transferir a cota para outra pessoa. Informe-se se a administradora poderá ajudá-lo nesta tarefa e se existem restrições às transferências.

    Se isso não for possível, terá que esperar até que todos os demais participantes tenham recebido o bem antes de receber o valor das prestações que pagou. Verifique qual a conduta da administradora neste tipo de situação: o atraso na restituição das prestações em caso de desistência do consorciado é uma das maiores reclamações dos participantes.

  • Informe-se sobre o tratamento dos inadimplentes
    Informe-se sobre a reputação da empresa quanto ao tratamento de consorciados inadimplentes ou excluídos. Além dos encargos em caso de atraso do pagamento, é importante verificar se a empresa demora muito tempo depois do término do grupo para restituir os valores dos consorciados excluídos, já que algumas empresas simplesmente não pagam estes valores, alegando que foram utilizados para contemplar outros participantes, o que não é permitido.

  • Compare custo benefício
    Muitas pessoas se sentem atraídas pelo consórcio, porque querem evitar os juros do financiamento, mas, dependendo dos custos embutidos na prestação, esta diferença pode ser pequena, com a vantagem que no financiamento você recebe os recursos logo.

    Ao invés de concentrar-se apenas no financiamento, compare também os custos do consórcio com o de uma poupança programada. Em alguns casos, ao investir você consegue comprar o bem mais rapidamente, sem ter que arcar com os gastos de taxa de administração e de adesão do consórcio. Quanto mais tempo demorar para você ser contemplado, maior é a vantagem de investir.

  • Leia contrato atentamente
    Fique também atento ao contrato, especialmente no que diz respeito ao cálculo das prestações, termos dos sorteios e lances, assim como formas de exclusão. Não se esqueça de checar a restituição dos valores do fundo de reserva.

    Fique atento às cláusulas de adesão. Em alguns contratos estas cláusulas prevêem que, ao aderir ao grupo do consórcio, o consumidor se torna um sócio da empresa. Desta forma, as administradoras tentavam limitar a relação de consumo com os participantes, de forma a se isentar das exigências do CDC (Código de Defesa ao Consumidor). O sistema coloca em risco o dinheiro que o consumidor aplicar no grupo, pois não exige um mecanismo de proteção para garantir o crédito ao participante do grupo.

  • Cuidado com as fraudes
    Não se esqueça de verificar se o vendedor está devidamente autorizado pela administradora para vender as cotas, pois há casos de fraudadores. No passado, a ABAC chegou a lançar uma campanha de esclarecimento à população, com o objetivo de esclarecer os consumidores que usam os jornais para informações sobre compra de cota de consórcio e reduzir as fraudes.

 

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