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O que fazer com o dinheiro da restituição do IR?

Quitar dívidas e contas atrasadas deve ser prioridade; feito isso, é possível investir: escolha depende do apetite para risco e prazo de investimento 

Pensando dinheiro
(Shutterstock)

Pouco tempo depois que é encerrado o prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda, começa a temporada da restituição. Entre junho e dezembro, os brasileiros consultam mensalmente o seu CPF com a expectativa de saber quando e quanto vão receber da Receita Federal.

Os primeiros lotes são liberados aos contribuintes com prioridades; idosos, pessoas com deficiência física, mental ou portadores de doenças graves. Na sequência, os pagamentos passam a ser feitos de acordo com o envio das declarações. 

A cada lote, os valores da restituição são corrigidos pela variação da taxa Selic. Portanto, é possível que você tenha uma bela surpresa ao ver que o valor restituído será maior do que apareceu ao enviar a declaração.

Se você foi incluído no lote, mas ainda está em dúvida quanto ao que fazer com a quantia, veja algumas dicas que poderão ajudá-lo a tomar a melhor decisão.

Afinal, não é todo dia que um "dinheiro extra" aparece na sua conta!

Dê preferência às dívidas e contas

Para quem estourou o limite do cheque especial, está pagando apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito ou emprestou dinheiro de uma financeira, não há dúvida de que o melhor a fazer é usar a quantia recebida para tentar eliminar ou, ao menos reduzir, o seu saldo devedor.

Esta também deve ser a escolha de quem está atrasado com pagamentos, mesmo que eles não incorram em juros, e exijam apenas o pagamento de multa. A razão para isso é simples: se não pagar, você poderá ter seu nome protestado e ter implicações no seu histórico de crédito.

E nem pense em começar a investir se ainda estiver endividado: o rendimento que você irá receber ao aplicar seu dinheiro na renda fixa (alternativa mais conservadora, portanto, a única a ser considerada nesse caso) será bem menor do que as taxas de juros do crediário.

Aproveite para investir o dinheiro

Se você não tem dívidas ou contas atrasadas, invista o dinheiro o mais rápido possível. Caso contrário, corre o risco de acabar gastando todo o valor com compras desnecessárias, perdendo, assim, uma boa oportunidade de fazer crescer o seu pé-de-meia.

A escolha da aplicação financeira deve levar em conta seu perfil de risco, seus objetivos e o prazo do investimento, além do valor disponível, é claro. Com a renda fixa cada vez menos atrativa, em meio a um contexto de taxa básica de juros no menor patamar histórico, considere alocar ao menos uma parcela do seu patrimônio em ativos de maior risco, como ações e fundos imobiliários.

Quanto maior o tempo investido, mais consistente tende a ser o seu retorno e, em casos como planos de previdência ou produtos de renda fixa, mais vantajosa poderá ficar a alíquota de Imposto de Renda devido.

Disposto a correr riscos?

A ideia de focar o longo prazo tem grande importância especialmente quando a escolha recai sobre investimentos de renda variável, nos quais a volatilidade é maior e o retorno não conta com nenhum tipo de garantia.

O segredo aqui é manter a calma e investir por um prazo mais longo – especialistas chegam a indicar pelo menos três anos –, para que você consiga escolher o momento certo da venda. Caso contrário, se precisar sacar os recursos no curto prazo, pode ser forçado a se desfazer dos ativos com perdas, mesmo sabendo que a desvalorização é temporária.

Quem já investe, deve analisar o percentual já alocado na renda variável e ver se não está na hora de balancear a exposição ao risco. A dica, em qualquer caso, é: avalie seus objetivos e prazos, e escolha a aplicação que mais se enquadre em seu perfil!

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