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Como funciona o mercado futuro de ações na Bovespa?

Mercado futuro de ações: entenda como funciona o mercado futuro de ações e conheça os principais mecanismos, além da diferença com o mercado a termo

SÃO PAULO - Para quem está acostumado a seguir de perto o desempenho do mercado de ações, fica claro que, de maneira semelhante com o que ocorre com a aproximação do vencimento de opções, quando se aproxima a data do vencimento dos contratos no mercado futuro de ações a Bovespa passa por um período de forte volatilidade.

Os contratos futuros do índice Bovespa são negociados no segmento BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), de forma que a disputa entre os "comprados" e os "vendidos" traz forte volatilidade à também ao segmento Bovespa. Para entender por que isso ocorre, é necessário compreender o funcionamento do mercado futuro de ações.

O que é o mercado futuro de ações?
No mercado futuro de ações, as negociações ocorrem de maneira que os investidores se comprometem a comprar ou vender uma determinada ação a um preço pré-estabelecido e em uma data futura. Neste sentido, o funcionamento é diferente ao do mercado de opções, onde, como o nome indica, o investidor tem o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender no futuro.

Assim, enquanto um investidor se compromete a realizar a compra através do mercado futuro, outro se compromete a realizar a venda. Entretanto, há uma peculiaridade neste mercado, pois não necessariamente ocorre a transferência das ações do vendedor para o comprador.

Para realizar a operação, o investidor deve depositar uma margem, que corresponde, de grosso modo, ao risco da operação. As margens são definidas pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) com base no risco da operação, que, por sua vez, é relacionado com o grau de volatilidade da ação.

Mas como funciona o mercado?
Sabendo que não é obrigatória a transferência física das ações no ato da liquidação da negociação no mercado futuro, você deve estar se perguntando: como funcionam as negociações nesse mercado?

Suponha que um investidor resolveu adquirir no mercado futuro de ações uma ação com preço de R$ 30,00. Esse investidor não precisará pagar os R$ 30,00 no ato, mas terá que depositar uma margem em sua conta como garantia, que reflete o grau de volatilidade das ações no mercado a vista, já que é esse grau de volatilidade que define o risco.

A CBLC determinará o valor que deverá ser depositado pelo investidor como margem. Suponha que o valor definido pelo órgão seja de R$ 3,00. No final do dia, a margem já sofrerá um primeiro ajuste. Através da média das cotações da ação no mercado futuro no período da tarde, no final da sessão, será calculado o preço de ajuste daquela ação.

Margem é ajustada diariamente
Com base no preço de ajuste, como o próprio nome já diz, a margem depositada no ato do negócio será ajustada. Assim, suponha que o preço de ajuste seja agora de R$ 32,00, serão depositados R$ 2,00 na conta do investidor em questão e sua margem, que era de R$ 3,00, será de R$ 5,00.

Agora suponha que no dia seguinte, a média das cotações da ação no mercado futuro no período da tarde, ou seja, o preço de ajuste, tenha caído para R$ 31,00. Com isso, será retirado da conta desse investidor R$ 1,00 e sua margem passa a ser de R$ 4,00. Até a data do vencimento, as margens são ajustadas diariamente.

Vale destacar que, ao mesmo tempo em que é feito um ajuste na margem de um comprador, o mesmo ajuste é feito na margem do vendedor. Assim, se no exemplo anterior o investidor, que no caso é um comprador, teve R$ 1,00 retirado de sua conta de margem, o investidor que lhe vendeu no futuro teve R$ 1,00 acrescido à sua conta de margem.

Como é feita a liquidação?
Conforme aproxima-se a data do vencimento, o valor das ações no mercado futuro aproxima-se do valor das ações no mercado a vista. Dessa forma, na data da liquidação, se a ação no mercado a vista estiver cotada a R$ 37,00, o comprador terá R$ 7,00 na sua conta margem, o que equivaleria à compra das ações no mercado futuro por R$ 30,00 e posterior venda no mercado a vista por R$ 37,00.

Já o vendedor, terá R$ 7,00 retirados de sua conta margem. Percebe-se, dessa forma, ao contrário do que ocorre no mercado a termo, no mercado futuro não necessariamente ocorre a liquidação física.

O investidor pode, no mercado futuro, optar por receber as ações, o que é bastante raro, já que para realizar seu lucro o investidor teria que incorrer em custos de operação para realizar a transação no mercado a vista.

Disputa entre "comprados" e "vendidos"
Como pode-se perceber, ao comprador no futuro, ou "comprado", interessa uma elevação nos preços das ações, enquanto que para os "vendidos", os vendedores no futuro, interessa uma queda no preço das ações.

Com isso, quando se aproxima a data do vencimento no mercado futuro de ações os "comprados" buscam elevar as cotações, enquanto que os "vendidos" buscam pressioná-las. Dessa forma, a aproximação dessas datas traz forte volatilidade à Bovespa, principalmente para papéis de menor liquidez, mas que fazem parte do Ibovespa.

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