Petróleo armazenado

Venezuela eleva exportações de petróleo apesar de menor produção

Caracas pode impulsionar as exportações mesmo com a produção em queda devido ao petróleo armazenado

(Foto: Getty Images)
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(Bloomberg) – A abalada indústria petrolífera da Venezuela tem aumentado as exportações, mesmo com a contínua queda da produção.

As exportações de petróleo, commodity que financia o regime do presidente Nicolás Maduro, devem subir para o maior nível em quatro meses, totalizando pelo menos 325 mil barris por dia em agosto. O volume reflete em grande parte as trocas de diesel por petróleo bruto que, por enquanto, estão isentas das sanções dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, a produção caiu para cerca de 101 mil barris por dia na semana encerrada em 5 de agosto, segundo relatório visto pela Bloomberg. O volume está muito distante dos 2 milhões de barris diários produzidos pela Venezuela há apenas três anos.

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Caracas pode impulsionar as exportações mesmo com a produção em queda devido ao petróleo armazenado. Os tanques no principal porto de José e nas instalações de processamento de petróleo armazenam, em média, 15,6 milhões de barris neste mês, o equivalente a 48 dias de exportação. O volume é quase 50% superior aos níveis de janeiro, segundo relatórios internos da PDVSA compilados pela Bloomberg.

Os estoques aumentaram devido à queda da demanda por combustíveis durante a pandemia. A crise e sanções subsequentes impostas à trading de petróleo mexicana Libre Abordo SA de CV e à sua subsidiária Schlager Business Group, que ajudaram o regime a exportar 32 milhões de barris de petróleo para a Ásia, também tiveram seu papel.

A maior parte das exportações venezuelanas neste mês, conforme estimado por relatórios de embarque e dados de rastreamento de navios, será destinada às trocas de diesel com refinarias, incluindo a Reliance Industries, de Mumbai, a espanhola Repsol e a italiana Eni.

A China, que já foi a maior importadora de petróleo da Venezuela, deve receber 54,8 mil barris por dia, o menor volume em cerca de três anos.

Suprimentos mais baixos da Venezuela e do Irã, ambos atingidos por sanções dos EUA, juntamente com cortes da produção da Opep e aliados, ajudam a manter os diferenciais do petróleo pesado e leve apertados.

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