Dados do IBGE

Vendas no varejo sobem 1,2% em julho frente junho, acima do esperado e atingindo patamar recorde

Segundo consenso Refinitiv, a expectativa era de alta de 0,7% das vendas em julho na comparação com junho e alta de 3,45% frente julho de 2020

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Compras no supermercado

SÃO PAULO – As vendas do comércio varejista subiram 1,2% em julho na comparação com junho de 2021, informou nesta sexta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso, o patamar do setor atingiu recorde na série histórica iniciada no ano 2000. No ano, o varejo acumula crescimento de 6,6% e nos últimos doze meses, cresceu 5,9%.

O número ficou acima do esperado. Segundo consenso Refinitiv, a expectativa era de alta de 0,7% das vendas em julho na comparação com junho e alta de 3,45% frente julho de 2020.

“Apesar do avanço, o movimento intrasetorial do comércio é muito heterogêneo. Algumas atividades ainda não conseguiram recuperar as perdas na pandemia, como é o caso de equipamentos e material para escritório, que ainda está 26,7% abaixo do patamar pré-pandemia, ou combustíveis e lubrificantes, que está 23,5% abaixo”, analisa o gerente da PMC, Cristiano Santos.

Entre as oito atividades pesquisadas, cinco tiveram taxas positivas em julho. A alta mais intensa foi a de outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%). “Vemos uma trajetória de recuperação dessa atividade, que acaba por fazer grandes promoções e aumentar a sua receita bruta de revenda, num novo momento de abertura e maior flexibilização do isolamento social, o que gera maior aumento da demanda”, explica Santos.

Tecidos, vestuário e calçados (2,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) também avançaram no período. Já hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%) ficaram estáveis. Por outro lado, as atividades que reduziram o volume de vendas foram livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%), móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 1,1% em julho, frente a junho. Esse aumento foi puxado pelo setor de veículos, motos, partes e peças (0,2%), enquanto material de construção variou negativamente (-2,3%).

Comparação anual

Na comparação com julho de 2020, o comércio varejista cresceu 5,7%, quinta taxa positiva seguida. Esse resultado veio de tecidos, vestuário e calçados (42,0%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (36,8%), combustíveis e lubrificantes (6,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,8%).

Também quatro setores tiveram recuo no indicador interanual: livros, jornais, revistas e papelaria (-23,2%), móveis e eletrodomésticos (-12,0%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,6%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,8%).

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“Por conta das quedas pronunciadas no período que marca o início da pandemia (de março a julho de 2020), o varejo apresentou ganho, sobretudo, nas atividades mais afetadas, como de tecidos, vestuário e calçados e outros artigos de uso pessoal e doméstico, que voltam a registrar taxas de dois dígitos no campo positivo”, comentou Cristiano Santos.

Vendas do setor sobem em 19 unidades da federação

Na comparação com junho, o comércio varejista teve variações positivas em 19 das 27 unidades da federação em julho, com destaque para os estados de Rondônia (17,5%), Santa Catarina (12,5%) e Paraná (11,1%). No campo negativo, as maiores quedas ficaram com os estados de Minas Gerais (-2,1%), Rio Grande do Norte (-1,5%) e Amazonas (-1,5%).

Já no comércio varejista ampliado, a variação positiva em julho foi seguida por 15 unidades da federação, sendo as principais Santa Catarina (6,7%), Paraná (6,2%) e Mato Grosso do Sul (5,3%). Entre as quedas, pressionando negativamente, destacam-se Maranhão (-2,6%), Rio Grande do Norte (-2,2%) e Sergipe (-2,2%).

(com Agência de notícias do IBGE)

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