Spikevax

Vacina contra a Covid-19 da Moderna oferece proteção por pelo menos 6 meses

Preocupação de que eficácia das vacinas possa diminuir gera a expectativa de doses de reforço

Doses de vacina da Moderna contra Covid-19 em hospital francês 01/03/2021 REUTERS/Benoit Tessier
Doses de vacina da Moderna contra Covid-19 em hospital francês (REUTERS/Benoit Tessier)

(Bloomberg) – Com resultados trimestrais acima das expectativas, a Moderna disse que sua vacina contra a Covid-19 mostrou 93% de eficácia ao longo de seis meses depois da segunda dose.

Uma análise final do estudo em estágio avançado da empresa, divulgada em comunicado na quinta-feira, sugere que a proteção da vacina permanece estável por muito tempo depois da imunização completa com as duas doses.

O nível de eficácia de 93% é ligeiramente inferior à taxa inicial de 94% do imunizante mostrada em estudos.

A preocupação de que a eficácia das vacinas contra a Covid-19 possa diminuir gera a expectativa de doses de reforço, e alguns países começaram a oferecer uma terceira dose a pessoas vulneráveis.

No entanto, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu o adiamento de tais medidas na quarta-feira até que mais pessoas de países em desenvolvimento sejam vacinadas.

A recomendação pode limitar o alcance da vacina da Moderna, chamada Spikevax.

Os dados de eficácia mais recentes da Moderna não foram publicados em uma revista médica e mais detalhes não foram divulgados.

Apesar da resistência aparente de seu imunizante, a Moderna estuda opções de doses suplementares que poderiam combater novas cepas do vírus.

Todas as três candidatas a vacinas de reforço da empresa produziram “respostas robustas de anticorpos” contra a delta e outras variantes preocupantes em estudo com humanos em fase 2, disse a Moderna no comunicado. As vacinas de reforço estão sendo testadas com uma dose de 50 microgramas, ou metade da quantidade usada atualmente. Esses dados foram submetidos a uma revista para publicação, disse a empresa.

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Aprovação

A Moderna, com sede em Cambridge, Massachusetts, também espera concluir o pedido de aprovação completa para sua vacina à agência FDA neste mês.

A agência já analisa o pedido do imunizante de RNA mensageiro da Pfizer e BioNTech, a mesma tecnologia usada pela Moderna.

A FDA está sob pressão para concluir o processo rapidamente. Com a variante delta causando nova onda de casos, alguns argumentam que a aprovação completa poderia ajudar a convencer mais pessoas a se vacinarem.

A Moderna, que lucrou pela primeira vez no início do ano, teve lucro líquido de quase US$ 2,8 bilhões no trimestre encerrado em 30 de junho, com receita de US$ 4,4 bilhões, quase todos provenientes de sua vacina contra a Covid-19.

A empresa disse no comunicado que assinou US$ 20 bilhões em contratos de compra de sua vacina contra a Covid-19 para 2021, acima dos US$ 19,2 bilhões anunciados em maio.

Para 2022, já assinou acordos de US$ 12 bilhões em vendas de vacinas com opções para mais US$ 8 bilhões. A Moderna não aumentou a previsão de que produzirá de 800 milhões a 1 bilhão de doses de seu imunizante este ano.

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