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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (30) o nome de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve, em substituição a Jerome Powell. “Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor”, disse Trump em uma publicação no Truth Social anunciando a escolha.
A escolha de Warsh encerra uma disputa interna prolongada dentro do governo Trump e marcaria o retorno de um ex-dirigente que se tornou um crítico contumaz do próprio Fed.
Warsh perdeu a disputa para Powell em 2017 e Trump já declarou publicamente arrependimento por não tê-lo escolhido à época. Mais recentemente, Warsh passou a se alinhar com posições centrais do atual governo, defendendo cortes de juros mais rápidos e falando em “mudança de regime” na condução da política monetária.
Oportunidade com segurança!
A indicação ainda precisa passar pela sabatina no Senado. Parlamentares republicanos, liderados pelo senador Thom Tillis, ameaçam bloquear qualquer nome indicado enquanto não for encerrada a investigação do Departamento de Justiça sobre o depoimento de Powell a respeito das reformas na sede do Fed.
A imprensa internacional já havia antecipado a escolha. Segundo a Reuters, Trump e Warsh se encontraram na quinta-feira, o que teria selado a escolha. Desde então, apostas em plataformas como a Polymarket passaram a precificar uma vitória quase certa de Warsh, com as probabilidades saltando para cerca de 85% na noite de ontem.
Warsh superou outros cotados após sinais de que a Casa Branca esfriou a candidatura de Rick Rieder, da BlackRock.
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A definição do nome tende a reduzir uma incerteza que paira sobre os mercados há meses, ao oferecer um sinal mais claro sobre o rumo da política monetária a partir do segundo semestre.
Warsh é visto como um nome relativamente mais “hawkish” entre os candidatos, sobretudo por defender uma redução mais agressiva do balanço do Fed, ainda que seja favorável a juros mais baixos.
A reação inicial incluiu alta do dólar, elevação dos yields longos dos Treasuries e queda de ativos sensíveis à liquidez, como ouro, ações e Bitcoin (BTC).