EXPERT ESG Especialistas falam do potencial transformador que os investidores institucionais podem ter nas empresas ao cobrar por práticas ESG

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No mundo

Toyota, Honda e Nissan convocam recall de 6,1 milhões de veículos

As empresas anunciaram o recall separadamente, mas possuem o mesmo problema com os veículos: airbags desfuncionais

airbags Toyota Corolla Altis
(divulgação)

SÃO PAULO – Toyota, Honda e Nissan, três das maiores fabricantes automotivas japonesas, anunciaram que estão realizando um recall de milhões de veículos para consertar uma falha de segurança.

As empresas anunciaram o recall separadamente, mas possuem o mesmo problema com os veículos: problemas na proteção em caso de acidentes.

A Toyota informou na última terça-feira (21) que o recall abrange aproximadamente 3,4 milhões de veículos. Os modelos afetados são comercializados em todo o continente americano. Entre os carros envolvidos estão linhas do Corolla e do Avalon produzidos entre 2010 e 2019. O problema é um dispositivo que pode impedir o acionamento do airbag em colisões.

Já a Honda, também na última terça-feira, afirmou que seu recall deve atingir cerca de 2,7 milhões de veículos, sendo 2,4 milhões nos Estados Unidos e 300 mil no Canadá. A montadora disse que alguns Acuras produzidos entre 1996 e 2003 podem estar equipados com os airbags problemáticos.

A montadora Nissan anunciou, na última segunda-feira (20), que também realizará um recall envolvendo cerca de 5 mil veículos. Segundo informações da companhia, assim como o caso da Honda, problemas envolvendo o sistema de airbags da japonesa Takata foram o motivo do recolhimento dos veículos.

Questionada sobre os números da ação no país, a Toyota afirmou que esse mais recente recall da companhia não afeta nenhum veiculo no Brasil.

Segundo nota enviada à imprensa, a Nissan, afirmou que serão reconvocadas 55 unidades do Pathfinder e 124 do Sentra, produzidas entre 2001 e 2006, para nova substituição do gerador de gases do airbag do passageiro, além de 4.844 unidades do Frontier, produzidas entre 2007 e 2008.

“A Nissan não tem conhecimento de incidentes destes componentes em seus veículos no Brasil. O tempo estimado de reparo é de 1 hora, o serviço é gratuito e poderá ser agendado a partir de 20 de janeiro, entre 8h e 18h em uma concessionária Nissan”, diz a companhia em nota.

Já a Honda afirmou que está ciente da falha envolvendo os airbags da Takata e que está analisando se a falha abrange veículos brasileiros.

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“A Honda Automóveis do Brasil está ciente do apontamento de falha do airbag da Takata que motivou, recentemente, o recall de veículos Honda na América do Norte. No momento, a situação está em avaliação e, caso seja confirmada a periculosidade em automóveis da marca no mercado brasileiro, os clientes serão devidamente convocados”, afirma a companhia em nota.

Takata volta aos holofotes

Esse mais recente recall envolvendo airbags é uma dor de cabeça maior para uma outra companhia, a Takata, empresa japonesa responsável por fabricar os airbags da Honda e da Nissan.

Essa não é a primeira vez que a tecnologia da Takata sofre com problemas e exige que as montadoras realizem reparos em seus veículos.

A Takata chegou a ser uma das três maiores fornecedoras de airbags do mundo, com um controle de aproximadamente 25% do mercado e praticamente fechou as portas após envolvimento no maior recall de veículos da história.

Desde 2008, foram realizados mais de 100 milhões de recalls em todo o mundo. A Takata era a fornecedora oficial de grandes montadoras, como Toyota, Honda, Volkswagen, BMW e outras.

O problema nos airbags da companhia está em um componente do sistema chamado deflagrador, uma peça de metal que contém um químico responsável por expandir a bolsa de ar que amortece o impacto do motorista após uma colisão.

Quando o deflagrador está com defeito, ele explode após ativar o airbags, lançando centenas de estilhaços de metal na direção do motorista. Desde 2004, a falha já matou 17 pessoas ao redor do mundo.

Apenas em 2014 a Takata foi apontada como responsável pelo defeito, após ter sido revelado que alguns diretores da companhia sabiam dos riscos da tecnologia.

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Em junho de 2017, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos e Japão, em um acordo que envolveu a venda da companhia para a Key Safety Systems, uma concorrente americana.

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