Combate à pandemia

SP: Fase de Transição irá até 15 de julho; capital tem 50% da população vacinada

Com cautela ainda necessária, governo estende prazo em duas semanas e afirma que não haverá nova paralisação de vacinas

(Pixabay)

SÃO PAULO – O governo do estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (23), durante coletiva com a imprensa no Palácio dos Bandeirantes, a prorrogação da Fase de Transição do Plano São Paulo para todo o estado por mais duas semanas, até o dia 15 de julho. Inicialmente, o período de restrições a atividades sociais se encerraria em 30 de junho.

Segundo João Doria, governador de São Paulo, a prorrogação deve-se aos índices ainda elevados de casos e óbitos pela Covid-19 no estado.

Na Grande São Paulo, a taxa de ocupação nos leitos de UTI está em 74,7%. No estado, a taxa está em 78,9%. Segundo Jean Gorinchteyn, secretário estadual da saúde, a última vez que a cifra foi inferior a 75% na Grande SP foi em 22 de fevereiro – o que mostra, apesar dos números elevados, uma queda em meio ao avanço da vacinação.

Com a prorrogação da Fase de Transição, as regras atuais permanecem as mesmas. Estabelecimentos comerciais, galerias e shoppings podem funcionar das 6h às 21h. O mesmo expediente é seguido por serviços como restaurantes e similares, salões de beleza, barbearias, academias, clubes e espaços culturais como cinemas, teatros e museus. Para evitar aglomerações, a capacidade máxima de ocupação nos estabelecimentos liberados continua limitada em 40%.

Permanecem liberadas as celebrações individuais e coletivas em igrejas, templos e espaços religiosos, desde que seguidos rigorosamente todos os protocolos de higiene e distanciamento social.

Segundo Patricia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, a adoção das medidas de isolamento social tem mostrado resultados positivos, com desaceleração da curva de casos de coronavírus e de internações, tanto em enfermarias como em UTIs.

“Não escolham vacinas”

Durante a coletiva, Doria fez um apelo para que as pessoas não escolham vacinas, destacando que o importante é a ampla vacinação da população, independente de qual será o imunizante disponível. “Todas as vacinas aprovadas pela Anvisa são boas”, reforçou.

Com relação à CoronaVac, Doria destacou que a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac já imunizou 52 milhões de brasileiros. “É um absurdo que propagadores de fake news reproduzam informações equivocadas pra confundir a população e criar dúvidas em relação à vacina que está salvando tantos brasileiros”, disse.

Segundo Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, muito provavelmente São Paulo vai conseguir antecipar as entregas das doses contratadas pelo Ministério da Saúde. Isso porque a expectativa é de que o Butantan receba 12 mil litros de insumos em julho, e a mesma quantidade em agosto. Essa quantidade de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) permitirá produzir 40 milhões de doses da CoronaVac.

PUBLICIDADE

Após a falta de vacinas no começo da semana, o governo afirmou que a programação informada no calendário de vacinação será cumprida, mas que essa entrega depende do Ministério da Saúde.

“Com as informações fornecidas pelo Ministério da Saúde, não há razão para faltarem vacinas para as próximas etapas, tanto na capital quanto no estado de São Paulo. Mas dependemos das vacinas do Ministério da Saúde, que centraliza todos os imunizantes”, afirmou Doria. Segundo ele, todas as pessoas com mais de 18 anos estarão vacinadas até 15 de setembro.

Ainda durante a coletiva, Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, ressaltou que a capital paulista ultrapassou a marca de 50% das pessoas com mais de 18 anos vacinadas, com mais de 4,6 milhões de pessoas imunizadas contra a Covid-19.

As estratégias dos melhores investidores do país e das melhores empresas da Bolsa, premiadas num ranking exclusivo: conheça os Melhores da Bolsa 2021