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SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 11 Jun (Reuters) – O volume de serviços no Brasil registrou alta bem acima do esperado em abril e no ritmo mais forte desde o final de 2024, com impulso do setor de transportes e ganhos generalizados, depois de um primeiro trimestre fraco.
Em abril, o volume de serviços aumentou 1,2% em relação ao mês anterior, acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,6%, recuperando a perda de 1,1% registrada em março.
Foi o resultado mensal mais forte desde outubro de 2024, quando houve expansão de 1,3%.
Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que, em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume apresentou ganho de 1,9%, contra projeção de 0,9%.
Com esses resultados, o setor de serviços opera apenas 0,3% abaixo do topo da série, alcançado em outubro de 2025.
“Não há uma mudança de direção do setor de serviços, temos uma manutenção de um setor muito perto do topo sem sinal claro de trajetória ascendente ou descendente”, disse Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa no IBGE.
“O resultado de março pode ser explicado por conta do modelo de ajuste sazonal. Foi um mês com uma quantidade elevada de dias úteis (22) e o modelo acaba suavizando o movimento, o que acabou gerando uma pressão maior sobre o mês. Já abril acabou beneficiado por essa base de comparação mais baixa do mês anterior”, explicou.
O setor de serviços, que responde por cerca de 70% da economia do país, desacelerou a expansão a 0,5% no primeiro trimestre, de acordo com dados do PIB divulgados pelo IBGE, em meio a um mercado de trabalho forte e medidas de estímulo, mas taxa de juros ainda elevada.
Em abril, todas as cinco atividades do setor investigadas apresentaram ganhos, com destaque para a alta de 0,9% dos transportes.
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“O resultado do setor de transportes é explicado, em grande medida, pelo avanço de 7,0% observado no segmento de transporte aéreo de passageiros”, após dois resultados negativos seguidos, disse Lobo.
“Essa volatilidade é fortemente influenciada pelos preços das passagens aéreas, já que em fevereiro e março houve avanço de 18,4% nos preços, enquanto em abril houve queda de 14,45% desse subitem do IPCA”, completou.
Em abril, o volume de transporte de passageiros avançou 2,6% sobre março, mas o transporte de cargas teve retração de 0,9%, pressionado pela alta o preço do diesel devido à guerra no Oriente Médio, segundo Lobo.
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O índice de atividades turísticas, por sua vez, cresceu 4,1% em abril frente ao mês anterior após dois meses de perdas, ficando 2,2% abaixo do ápice da sua série histórica, de dezembro de 2024.
“Apesar da volatilidade recente, o cenário continua indicando um setor de serviços resiliente, embora com uma tendência de moderação no ritmo de crescimento”, avaliou André Valério, economista sênior do Inter.
