Combate ao coronavírus

Resultados preliminares indicam resposta imune ao coronavírus da vacina da Johnson & Johnson

99% dos participantes das fases um e dois dos testes desenvolveram anticorpos contra o novo coronavírus

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SÃO PAULO – Resultados preliminares das fases um e dois de testes clínicos da vacina produzida pela farmacêutica americana Johnson & Johnson indicam que a fórmula é segura e induziu resposta imune contra o coronavírus, mesmo após a aplicação de uma única dose.

Nas fases um e dois, a vacina é aplicada em grupos menores de pessoas. Elas antecedem a terceira e última fase de testes clínicos, que envolve milhares de voluntários e é a última etapa antes da aprovação final da vacina.

Os resultados foram divulgados pela companhia em estudo publicado na plataforma de pesquisa medRxiv, na última sexta-feira (25), mas ainda não foram revisados por outros cientistas e, portanto, não foram publicados em uma revista científica.

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A publicação dos resultados em uma revista científica garante maior transparência no processo de desenvolvimento da vacina e é prática comum na comunidade científica. Outras vacinas em fases mais avançadas também já compartilharam seus resultados preliminares em publicações, inclusive a russa Sputnik – que foi alvo de desconfianças.

Os pesquisadores descobriram que 99% dos participantes com idades entre 18 e 55 anos desenvolveram anticorpos um mês após serem vacinados. A análise descobriu que a maioria dos efeitos colaterais, como febre, dor de cabeça, fadiga, dores no corpo e no local da injeção, foram leves e desapareceram após alguns dias.

De acordo com a empresa, 796 pessoas participaram das duas primeiras fases, que foram conduzidas de forma simultânea. O estudo dividiu os voluntários em dois grupos, de acordo com a faixa etária – o primeiro com pessoas de 18 a 55 anos de idade e o segundo com voluntários de 65 anos ou mais – e avaliou a segurança e os efeitos colaterais da vacina.

Utilizando o método de ensaio clínico de dupla ocultação, nem os pacientes, nem os pesquisadores sabem em quem foi administrada a vacina e quem recebeu o placebo.

A vacina, chamada Ad26.COV2.S, utiliza a mesma tecnologia que as vacinas experimentais de Ebola, Zika, HIV e RSV da Johnson & Johnson, e será administrada em apenas uma dose.

O fato de o ensaio examinar a eficácia de uma única dose da vacina, em vez de duas doses, deve acelerar os resultados, de acordo com Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson.

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A empresa iniciará em breve os testes clínicos da fase três, que será conduzida em mais de 200 locais nos Estados Unidos e vários países ao redor do mundo, inclusive o Brasil. A fase final de testagem envolverá 60 mil voluntários, sendo 7 mil participantes no país.

No Brasil, a vacina será testada em voluntários nos seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná e no Distrito Federal.

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