Presidente do Fed de St. Louis vê espaço limitado para novos cortes de juros nos EUA

Alberto Musalem apoia recente redução, mas alerta para riscos de política monetária excessivamente expansionista

O presidente do Federal Reserve de St. Louis, Alberto Musalem, conversa à margem de uma conferência sobre política monetária na Hoover Institution da Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia, EUA, 9 de maio de 2025 (REUTERS/Ann Saphir)
O presidente do Federal Reserve de St. Louis, Alberto Musalem, conversa à margem de uma conferência sobre política monetária na Hoover Institution da Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia, EUA, 9 de maio de 2025 (REUTERS/Ann Saphir)

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O presidente do Federal Reserve de St. Louis, Alberto Musalem, reiterou nesta segunda-feira (22) seu apoio ao corte recente da taxa de juros pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), mas alertou que há pouco espaço para novas reduções sem que a política monetária se torne excessivamente acomodativa.

Em discurso na Brookings Institution, em Washington, Musalem defendeu cautela diante dos riscos inflacionários ainda presentes.

Musalem classificou o corte de 0,25 ponto percentual realizado na semana passada como uma medida preventiva para apoiar o mercado de trabalho em plena ocupação e evitar um enfraquecimento maior da economia.

Segundo ele, a política monetária atual está entre um nível moderadamente restritivo e neutro, o que considera adequado para o momento.

O presidente do Fed de St. Louis destacou que as condições financeiras permanecem favoráveis, mas que é importante equilibrar os objetivos de controle da inflação e manutenção do emprego.

“Colocar peso excessivo em um objetivo em detrimento do outro pode levar a resultados indesejáveis”, afirmou.

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No “dot plot” divulgado pelo Fomc, a maioria dos membros prevê pelo menos mais dois cortes nas taxas ainda este ano, embora haja divergências internas.

Musalem, que tem direito a voto no comitê neste ano, mostrou-se mais cauteloso, alinhado a outros dirigentes como Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, que também não apoia novas reduções imediatas.

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Gabriel Garcia
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