Presidente do Banco Mundial vê crescimento menor e inflação mais alta devido à guerra

Segundo Ajay Banga, o Banco Mundial foi capaz de desembolsar rapidamente bilhões de dólares em financiamento para os países afetados pela guerra ⁠usando ‌suas janelas de crise

Reuters

7 de abril de 2026 - O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, fala durante um evento do Atlantic Council em Washington DC. Foto: REUTERS/Aaron Schwartz
7 de abril de 2026 - O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, fala durante um evento do Atlantic Council em Washington DC. Foto: REUTERS/Aaron Schwartz

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O ⁠presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, disse ⁠nesta terça-feira que a guerra no Oriente Médio resultará ‌em algum grau de crescimento mais lento na economia global e em inflação mais alta, independentemente da rapidez com que terminasse.

Banga, ‌falando em um evento organizado pelo Atlantic Council antes das reuniões da próxima semana do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse que o Banco Mundial foi capaz de desembolsar rapidamente bilhões de dólares em financiamento para os países afetados pela guerra ⁠usando ‌suas janelas de crise, como fez durante o auge da ⁠crise da Covid-19.

O chefe do Banco Mundial disse que o impacto da guerra dependeria da gravidade e da duração da interrupção dos mercados de energia. Um fim rápido do conflito permitiria algum tipo de normalização nos próximos meses, enquanto ​um período mais longo estenderia o impacto por seis a oito meses.

‘De qualquer forma, se considerarmos que o mundo ​tinha um crescimento provável do PIB de 2,83% antes desse conflito recente, o impacto provavelmente ficará entre 0,3% e 0,4% no cenário básico, chegando a mais de 1% no período mais longo e mais desafiador’, disse ele.

A inflação poderia ser afetada ‌em até 0,9 ponto percentual, disse ele.

Ele ​disse que espera que as autoridades financeiras reunidas em Washington discutam como as duas instituições poderiam ajudar os países duramente atingidos pelo aumento dos preços da ⁠energia e pelas interrupções ​na cadeia de ​suprimentos em decorrência da guerra.

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‘Nós, como instituição, podemos ajudar porque temos certos tipos de ⁠janelas de resposta que chamamos ​de janelas de resposta a crises’, disse Banga, referindo-se às regras do Banco Mundial que permitem que os países solicitem acesso rápido a ​10% dos fundos não desembolsados de programas previamente aprovados.

Banga disse que os países que estão sofrendo com a ​guerra poderiam ter acesso ⁠a cerca de US$30 bilhões por meio dessas ‘janelas de crise’ nos próximos dois ou ⁠três meses, com até US$70 bilhões disponíveis ao longo de seis meses.

Mas ele advertiu que os países devem tomar cuidado para não aumentar seus desafios fiscais fornecendo subsídios que não podem pagar ou que podem desencadear problemas ainda maiores nos próximos anos.